terça-feira, 3 de julho de 2012

Homenagem a Helena Blavatsky



“As suas relações com o Espiritismo evoluíram de um agudo interesse e envolvimento inicial para uma posterior rejeição. De início considerou essa prática como de grande valor para a comprovação da existência do mundo invisível dos espíritos, como base de sua luta contra o materialismo e cepticismo da Ciência. Como já se viu, ela fundara uma sociedade espírita no Egipto, e nos Estados Unidos se envolveu activamente com vários médiuns, produziu vários fenómenos e gerou acesa polémica, mas finalmente acabou vendo este método como excessivamente passivo e descontrolado, como um recurso limitado e pouco fiável para a investigação profunda do mundo espiritual, e demasiado sujeito a manipulações, fraudes voluntárias e equívocos involuntários. Preferiu voltar-se então para uma disciplina rigorosa, ensinada pelos seus mestres, de treino da vontade e das capacidades psíquicas, para que fossem postas sob o completo domínio da pessoa. Assim, declarou:
"Que o contacto com os espíritos e os fenómenos psíquicos, mesmo sendo um facto, não tinham grande valor em si, e era infinitamente preferível o aperfeiçoamento através do serviço altruísta que levasse finalmente a uma comunhão com os verdadeiros mestres de sabedoria, e não uma prática de psiquismo vulgar de contacto com os mortos comuns, que não possuem maior conhecimento ou poder, ou com os vários tipos de espíritos da natureza cuja principal diversão é enganar com seus poderes ilusionísticos e telepáticos os médiuns e a sua crédula assistência, entidades que disse serem as principais responsáveis pelas manifestações em sessões mediúnicas ordinárias, sendo raros os guias espirituais que mereçam este nome”
Helena Blavatsky

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