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terça-feira, 4 de junho de 2013

Reflexão



“Celebra a alegria de viver cada dia...


Conta teus dias, meses, anos...


- Não pelo tempo, mas, pelo espaço que fazes em teu coração...
- Não pela amargura de uma dor, mas pela ressurreição que ela traz
- Não pelos frutos que colheste, mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste.
- Não pela quantidade dos que te amam, mas pela medida de teu coração, capaz de amar a todos.
- Não pelas desilusões que tiveste, mas pela esperança que infundiste.
- Não pelos anos que fazes, mas por aquilo que fazes em teus anos.”




Michel Quoist

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Reflexão

                                                                                                                                                                            

 
 
 
 

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si. Levam um pouco de nós"

Antoine de Saint Exupéry

domingo, 12 de maio de 2013

Thomas Merton - Quem é o inimigo e quem somos nós



“As pessoas não são conhecidas apenas pelo seu lado intelectual ou seus princípios, mas principalmente pelo amor. Quando amamos o próximo, o inimigo, aí então obtemos de Deus a chave para uma compreensão de quem seja nosso inimigo e de quem somos nós. É unicamente isto que poderá revelar-nos a natureza real dos nossos deveres e das nossas retas ações.

Quando ignoramos a pessoa e recusamos considerá-la como tal, como um outro eu, estamos lançando mão do ‘direito’ e da ‘natureza’, em sentido impessoal. Em outras palavras, estamos bloqueando a realidade do outro, estamos cortando a intercomunicação da nossa natureza com a dele, e consideramos apenas a nossa natureza, individual, com seus direitos, suas prerrogativas, suas exigências. De fato, contudo, estamos considerando a nossa natureza no concreto e a dele no abstrato. E assim justificamos o mal que fazemos a nosso próximo, pois ele não é considerado mais como um irmão, mas apenas como um adversário, um réu, um ente maligno.

Para restaurar a comunicação, para ver a nossa unidade de natureza com a dele, respeitar os seus direitos pessoais, a sua integridade e o direito de ser amado, temos também de nos encarar como réu, como ele, de sermos condenados à morte com ele, mergulhando no mesmo abismo que ele, necessitando, também como ele, do dom inefável da graça e da misericórdia, de maneira a sermos salvos.”


Seeds of Destruction, de Thomas Merton





terça-feira, 7 de maio de 2013

“A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”


Esta frase do Mestre Jesus é proverbial para o “momentum” actual. Por tantos esquecida e para outros tantos (especialmente os mais jovens) desconhecida, deve ser um alerta para todos aqueles que se maquilham com as cores de teorias espirituais.

Duas leis se atropelam constantemente, por um lado absorvem massivamente conhecimentos descontextualizados recortados dos ensinamentos sagrados conforme o fim para que os usam

Por outro lado, e maioritariamente, desrespeitam em duplicado essas mesmas leis cósmicas, porque tendo sido agraciados com o conhecimento delas, não as colocam na prática das suas vidas.

Destas posturas, os exemplos, e os resultados, tornam-se a face visível de expressões de vida em sofrimentos e desarmonias de toda ordem, repetidos constantemente.

Quando confrontado com a armadilha que era a pergunta que lhe colocaram porque sabia que a questão era de teor económico, Jesus respondeu: “hipócritas, dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus”

- Nunca como hoje os seres humanos fizeram uso da insegurança individual e espiritual dos outros para daí retirar dividendos materiais e energéticos. Misturaram-se os caminhos da assistencialidade com práticas terapêuticas, da confusão entre curador e curandeiro, promovem-se em organizado marketing a ilusão da manipulação da essência de cada um pela via da compra de um certificado espiritual. Profissionalizaram-se respeitadas correntes religiosas e filosóficas cuja imagem hoje se confunde com uma montra de supermercado.

- Num período de grande insegurança financeira, ouvem-se os gritos de protesto pela “perda de direitos” mas não se ouvem chamados à união, ao trabalho comunitário, à reconstrução em pequenas células auto – sustentáveis passiveis de viabilidade em bairros, famílias, aldeias, o regresso às profissões férteis, productivas.

- Como nas épocas mais negras documentadas na história da humanidade, também hoje se assiste passivamente às perdas, ao sacrifício dos outros (emprego, casa, direitos, sobrevivência), num silêncio delator do mais insensível estado do estatuto humano, que apenas é quebrado, quando “a água chega aos pés de cada um”. Então aí sim! cada pessoa,  grupo profissional,  sindicato ou afins, proclamam a revolta da perda da alteração das “suas” condições, sem nunca terem analisado a legitimidade dessa conquista em relação com o direito das outras peças da engrenagem que é uma sociedade, e que não usufruíam dessas condições ou direitos.

E o teste Cósmico continua, repete-se vezes sem conta nas mais variadas facetas do dia-a-dia de cada um, a cada acção…

 

O enunciado é: em que grau está o teu egocentrismo?

 

…mas também lembra, amorosa e constantemente, que a escolha é individual, e um direito sempre presente…

 

Vozes da Terra                                           

7 de Maio 2013

 

 

 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Thomas Merton - Comunicação e Comunhão



“O nível mais profundo de comunicação não é comunicação, é comunhão. É sem palavras. Está além das palavras, além do discurso, além do conceito. Não que descubramos uma nova unidade. Descobrimos uma unidade antiga. Caros irmãos, já somos um. Mas imaginamos que não o somos. O que precisamos é recuperar a nossa unidade original.”




sexta-feira, 3 de maio de 2013

Trigueirinho - Pensamentos


 

"A todo instante ocorrem embates em teu interior. Mantém-te calmo e desperto ao lidar com eles."

 "Cuida de purificar teu mental, campo de batalha entre forças antagónicas”.

 "O teu ego apoia-se principalmente em tua mente. Purifica-a, pois."

 "O fortalecimento de tuas metas internas consolida as bases para tua vida na terra futura."

 "Quanto mais a crise planetária avança, mais as energias maiores observam tuas decisões."

 "Nesta época as transformações são rápidas e contínuas. Não fiques adormecido."

 "Ao viveres confrontos entre forças, não te envolvas com nenhuma delas: mantém-te em teu interior mais profundo."

"A união que buscas nem sempre é externa e formal, mas interna e subjetiva."

 "Tua união interna poderá projetar-se no mundo concreto e emergir sem esforço se tiveres fé na evolução do Cosmos."

"Deves buscar as leis internas do ser, assumi-las e tornar-te uno com elas."

 “Quem responde ao chamado mitiga os males de toda a humanidade insensível”.

"Se te considerares ponto de transição entre a consciência material e a superior, tu te sentirás um elo verdadeiro."

"A vida comum pode transformar-se em vida de serviço."

"Situações imprevistas estão para surgir e deves estar preparado para o inusitado."

 "Terás oportunidade de servir em momentos de caos se te desapegares dos teus hábitos e de tudo o que é óbvio."





 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher???

 

 

Liberdade - Igualdade  - Fraternidade

 

Reparem que estes conceitos são no feminino e que se resumem apenas num, o da fraternidade.

A vivência plena da fraternidade, apenas pode ser vivida em igualdade, e na igualdade, nunca faltará a liberdade.

Afloramos a época da renovação pelo feminino, O Sagrado Feminino de Deus, emerge em plenitude.

Aos Seres que escolheram encarnar como mulher lembramos que:

O corpo emocional das mulheres é biologicamente diferente dos homens e que esta característica não é uma fraqueza, mas sim, a sua força.

A frequência vibratória da mulher é mais desenvolvida que no homem o que permite uma mais rápida integração na consciência cósmica, daí, a mais acentuada abertura da mulher na busca de um novo paradigma consciencial.

Todo o processo civilizacional dos últimos séculos está baseado num Yang separado, desarmonizado, a experimentação foi concluída e os resultados estão à vista...

Impõe-se, o caminho de retorno pela via da sabedoria, pela compreensão dos polos em harmonia.

Mulher, desfaz os nós da dependência, em especial da emocional (apego), e deixa florir o amor total.

Sente em cada Ser, um irmão, um filho, a outra face de ti. Que o Teu colo tenha a amplitude do Cosmos, o Teu olhar seja um bálsamo, o teu sorriso a conduta da Paz, e o som da Tua voz, seja o ninar da voz feminina de Deus.

Mulher, pela Graça Divina, investe-te da tua maestria, porque, está na hora…

 

 

Em becos do tempo perdidas, pelos séculos se esgueiraram

São tantas as graças eternas no seu feminino sagrado

Num ser, tantas e uma só: Mulher, Filha, Mãe, Amiga

 

És o centro da criação, nesta época de transição

 

Em teu seio gera-se a liberdade

Na tua vontade a igualdade

Em teu coração a fraternidade

 

Síntese última, de toda missão

 

 

 

A.

 

 

 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Reflexão sobre a Consciência


 
 
A Consciência nunca nos engana e é o verdadeiro guia da humanidade.

Ela é para a alma o que o instinto é para o corpo; quem quer que a siga persegue o caminho directo da natureza sem o temor da desorientação.

 

 

Jean Jacques Rousseau

Filósofo francês



 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sinais dos Tempos


Sinais dos Tempos

 

Por inúmeras vezes temos vindo a alertar para as circunstâncias que gradualmente vão chegando, no que respeita às vivências pessoais, familiares, profissionais, afectivas, sociais, a um nível global. São, “os sinais dos tempos”.

Estes são os tempos de avaliação não da vossa capacidade de sofrimento, mas sim da tradução que cada um faz, do que chamais “sofrimento” .

Duas são as vertentes principais do sofrimento: o físico e o emocional, que por sua vez interagem e se promovem. Duas são, também, as principais razões da existência do mesmo: alerta e redenção.

As facetas das vossas vidas estão interligadas, pois são um pouco em todas elas, e assim mesmo estão interligadas directamente com as vidas dos que vos rodeiam, do vosso grupo cármico, e no global com tudo o que existe, com o Todo.

Qualquer sofrimento sentido deve ser visto como um sinal de alarme ao sentido dos desejos ou desvio do Caminho. Qualquer sofrimento infligido deve ser corrigido pois este torna-se bloqueio do Caminho.

É hora de desfazerem a ilusão (bastante conveniente) da existência de uma entidade externa, castigadora, que volta e meia, despeja sobre vós a sua justiça, sob a forma de algum tipo de sofrimento.

A Entidade Suprema, essa existe, mas são vocês próprios, numa dimensão subtil de existência. O modo como estais na vida, consciente ou subconsciente é a causalidade onde germinam todos os acontecimentos dessa mesma vida, os doces, e os amargos.

Na vida de todos, existem dois factores incontornáveis, a data do nascimento ( o vir da luz ) e a data da partida ( o regresso à luz).

Neste entremeio temporal, apenas vos toca escolher o que fazer com o tempo que vos é concedido, mantendo acesa a tocha do Caminho da Iluminação.

Na maior parte dos Seres onde existe sofrimento, este, é a alavanca que tenta deslocar a subconsciência (automatização comportamental) para uma supra-consciência (actuação lúcida em todas as vertentes do ser).

Estes são os tempos onde por tantos meios sois estimulados a despertar para essa nova realidade, onde tudo se relativiza pela compreensão das causas, onde tudo se recria, na realidade superior e eterna.

Sim porque tudo é relativo…qual o nível de consciência que usam como critério de avaliação dos vossos sofrimentos? Em relação aos que vos rodeiam, e a todos os seres?

Só pela compaixão activa, se pode transmutar o mundanismo, o egoísmo, o egocentrismo, a arrogância, a vaidade, porque o tempo, é chegado! É a hora de dar as mãos, movidos apenas pela intenção duma real justiça humanitária e fraterna.

 

Vamos partilhar um segredo convosco:

O sofrimento, o vosso, é o reflexo de um espelho, que por sua vez é reflector do sofrimento dos seres que vos rodeiam….

 

Não é o vosso sofrimento que vos deve ocupar.

Tal como se limpa um espelho que está sujo, conforme se vai cuidando, respeitando, mimando o espelho que representa as demais células com as quais compõem o Corpo Divino, ele vai reflectir em todos, só e apenas, os sagrados raios solares da completude e da plenitude, razão primeira da missão de cada um.

 

Vozes da Terra

 

 

27 de Fevereiro de 2013

 

 

 

 

 

 

 

Pensamentos



"Toda a nossa vida não é senão uma repetição das mesmas
atividades: respirar, alimentar-se, dormir, trabalhar, amar,
pensar, etc. Então, aceitai que eu volte muitas vezes aos mesmos
assuntos, pois é aprofundando-os que vós os descobrireis sempre
sob uma forma nova, com cores, dimensões e expressões novas.
Não vos deixeis influenciar por essa tendência que as pessoas
hoje em dia têm para se dispersarem, se informarem sobre tudo,
irem a toda a parte. Não é mau ser curioso, mas que benefício
se obtém ficando à superfície das coisas?
E esta tendência está a alastrar-se também aos
espiritualistas. Em vez de aprofundarem algumas verdades, de
aplicarem alguns métodos, eles interessam-se por uma quantidade
de teorias e de práticas herdadas de todas as épocas, de todos
os continentes, e depois surpreendem-se por se sentirem tão
desorientados. Pois bem, existem materialistas que sabem melhor
como proceder. O que fazem aqueles que procuram petróleo? Eles
não cavam só alguns metros, perfuram o solo até grandes
profundidades. Um dia, o petróleo jorra e eles ficam muito
ricos. É aí que se vê que, muitas vezes, os materialistas são
mais inteligentes do que os espiritualistas: eles compreenderam
que, para quem escava, alguns metros quadrados são suficientes,
ao passo que outros, com milhares de hectares que só percorrem
à superfície, continuam na miséria."

 

De Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Factor Compulsivo da Comunicação


 

O planeta Terra vivencia tempos estranhos cujas características não encontram paralelo comparativo na sua história. As mudanças são contínuas e aceleradas não permitindo sequer a análise comportamental, social ou individual.

As sofisticadas possibilidades de comunicação virtual são cada vez mais abrangentes,  o que numa acentuada faceta negativa constituem moldes mentais de comportamentos fúteis, descomprometidos, e maioritariamente imprecisos da realidade de cada um.

São vários e visíveis os resultados da densificação boçal do “comunicar".

 Desarmonias psíquicas como a Mitomania escaparam dos compêndios dos desequilíbrios mentais e instalaram-se na arena do consumo obrigatório dos navegantes do ciberespaço.

Ainda deste foro, o das anomalias psíquicas, o Voyeurismo da vida e das emoções dos outros tornou-se vício, modismo expresso nas webcam instaladas nas casas, nos locais de trabalho, nos de ensino, e ainda fomentado por programas de televisão que usufruem de altos níveis de audiência…

No campo da productividade os resultados são catastróficos. A desfocalização contínua de quem no trabalho (de qualquer género) está ligado ao mundo cibernético, em especial às redes sociais, chat`s e outras formas ”on”  é a principal causadora do cansaço físico, mental e energético. Este por sua vez traduz-se em falta de criatividade e assertividade, motivação (para o trabalho) e que, por efeito dominó, permite a envolvência com todo tipo de energias que se cruzam nos liames da virtualidade.

Um dos mais abertos fornecedores do que se chama comummente “más energias” é hoje o mundo virtual onde as pessoas se abastecem continuamente, em termos energéticos, de tudo aquilo que bloqueia as suas vidas, a sua inteligência, as suas faculdades criativas pelo simples métodos da: emissão - atracção - recepção de energias compatíveis com o grau consciencial de cada Ser e dos meios com que se permite alternar.

Entre as muitas faces desta radiação erosiva e mega bloqueadora da capacidade pensante dos seres humanos encontra-se ainda a compulsão do falar.

O falar compulsivo subverte a real necessidade da comunicação tornando-a numa compensação para estados obsessivos. Esta é mais uma derivação patológica conhecida por Transtorno Ansioso.

Este distúrbio obsessivo-compulsivo além do desgaste normal que a sua natureza provoca, torna-se mais grave na medida em que sendo a expressão verbal criadora, é por norma usada para referir, maioritariamente, tudo aquilo que o ser humano não considera positivo, no entanto chama continuamente para a sua vida, através do que emite pela verborreia inconsciente.

A saturação de negatividade que comprime o planeta é incomportável afectando os níveis astrais, e que,  obviamente retorna à Terra. A forma de cortar o circuito vicioso é a mudança comportamental naqueles que estão ainda “em prova” ou seja os encarnados que usufruem das ferramentas e da opção de escolha.

Apelamos à conscientização dos seres humanos para o poder de que usufruem e do qual fazem uso contra si próprios, minando continuamente o mapa de ascensão a que aspiram.

Apelamos à vossa paz interior – ao reconhecimento do imenso mérito de cada um - que esse reconhecimento eleve o teor do pensamento e leve a uma volte-face do padrão corrente, para a via da positividade e dos ventos ascensionais.

 

Vozes da Terra

 18 de Fevereiro de 2013

 

 

 

 

 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Inteligência Espiritual por Danah Zohar

Caros Amigos

Na excelente partilha que tivemos no dia 26 de Janeiro  no "Ciclo da Educação
Espiritual", através da oradora, muitos de nós ficamos a conhecer Danah Zohar. Segue um texto que nos proporciona conhecer um pouco mais de Danah Zohar que tanto nos fala daquilo que é uma prioridade social e individual :
 
Valores



Os doze princípios da inteligência espiritual por Danah Zohar

Os 12 princípios da inteligência espiritual por Danah Zohar

“Ecologia interior” não é para místicos e esotéricos. Os palestrantes da primeira mesa do II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que está sendo realizado em São Paulo, concordam que é preciso avançar nas questões sociais antes de se pensar em resolver os conflitos envolvendo meio ambiente. Respeito a diversidade, apego à arte e as coisas belas e postura individual voltada pela paz: esse foi o tom das falas, mas um eu voltado à conexão com o universo.

Viagem? Muito inspiradora, na fala da física e filósofa americana Danah Zohar. Formada pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, dá aulas sobre liderança em Oxford, na Inglaterra, e escreve livros sobre física quântica – alguns já publicados no Brasil (clique aqui para vê-los). Deu uma “aula” estimulante não sobre ecologia, mas sobre inteligência espiritual – tão necessária para que a as ações pelo meio ambiente encontrem eco em toda a sociedade.

“Inteligência espiritual tem a ver com o que eu sou, com os meus valores”, lembra a pensadora, que avisa: precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre a família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também.

Acompanhe o que Danah expôs sobre os princípios da inteligência espiritual – e motive-se!

1.Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circusntâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.

2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o que daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um ´presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.

3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos-de-vista – não o seu, unicamente.

4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. “Eu não somente cuido dos pobres, eu sou pobre. “O planeta é parte de mim – nascemos quando o Big Bang surgiu”. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.

5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Compo fazer isso? “Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar”.avisa a filósofa.

6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações – e.viva o agora!

7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. “Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas”.

8. Responda a uma questão fundamental: sempre perguntar porquê! Nós nos fechamos a verdade se não questionamos.



9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva. Isso é muito necessário no meio empresarial, destacou Danah. “Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação”. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? “A mídia também precisa rever o seu papel e ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.

10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.

11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a te ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.

12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a a diferença. “Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo pra sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”.

Para terminar, um recado aos educomunicadores e educadores em geral: “eu chamo a todos para a revolução não-violenta, onde as novas tecnologias podem mudar o mundo, sim, e que é preciso acreditar que você pode fazer a diferença”.

 

O que é aquilo?


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"Viver é fazer uma viagem"


Mínima Theologica de Leonardo Boff

 Os antigos já diziam:”vivere navigare est” quer dizer, “viver é fazer uma viagem”, curta para alguns, longa para outros. Toda viagem comporta riscos, temores e esperanças. Mas o barco é sempre atraído por um porto que o espera lá no outro lado.

Parte o barco mar adentro. Os familiares e amigos da praia acenam e o acompanham. E ele vai lentamente se distanciando. No começo é bem visível. Mas na medida em que segue seu rumo parece aos olhos cada vez menor. No fim é apenas um ponto. Um pouco mais e mais um pouco desaparece no horizonte. Todos dizem: Pronto! Partiu!

Não foi tragado pelo mar. Ele está lá, embora não seja mais visível. E segue seu rumo.

O barco não foi feito para ficar ancorado e seguro na praia. Mas para navegar, enfrentar ondas, vencê-las e chegar ao destino.

Os que ficaram na praia não rezam: Senhor, livra-os das ondas perigosas, mas dê-lhe, Senhor, coragem para enfrenta-las e ser mais forte que elas.

O importante é saber que do outro lado há um porto seguro. Ele está sendo esperado. O barco está se aproximando. No começo é apenas um ponto levemente acima do mar. Na medida em que se aproxima é visto cada vez maior. E quando chega, é admirado em toda a sua dimensão.

Os do porto dizem: Pronto! Chegou! E vão ao encontro do passageiro, o abraçam e o beijam. E se alegram porque fez uma travessia feliz. Não perguntam pelos temores que teve nem pelos riscos que quase o afogaram. O importante é que chegou apesar de todas as aflições. Chegou ao porto feliz.

Assim é com todos os que morrem. O decisivo não é sob que condições partiram e saíram deste mar da vida, mas como chegaram e o fato de que finalmente chegaram. E quando chegam, caem, bem-aventurados, nos braços de Deus-Pai-e-Mãe de infinita bondade para o abraço infinito da paz. Ele os esperava com saudades, pois são seus filhos e filhas queridos navegando fora de casa.

Tudo passou. Já não precisam mais navegar, enfrentar ondas e vencê-las. Alegram-se por estarem em casa, no Reino da vida sem fim. E assim viverão para sempre pelos séculos dos séculos.

Leonardo Boff

 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Para além da mente racional


PARA ALÉM DA MENTE RACIONAL

 

A maioria das pessoas passa a vida inteira aprisionada dentro dos limites dos próprios pensamentos; não ultrapassando uma estreita e individualizada consciência do eu, produzida pela mente e condicionada pelo passado.

Como em todos os seres humanos, existe dentro de si uma dimensão de consciência muito mais profunda do que o pensamento. É a própria essência da sua identidade. Podemos entendê-la como uma presença, perceção ou consciência não-condicionada.

(…) A descoberta daquela dimensão liberta-o, e liberta o mundo do sofrimento que inflige a si próprio e aos outros sempre que não vê outra coisa a não ser o “ pequeno eu, “ construído pela mente que governa a sua vida. O amor, a alegria, a criatividade e a paz interior duradoura só poderão ser vividos através da consciência não-condicionada.

Se for capaz de reconhecer, mesmo ocasionalmente, que os pensamentos que atravessam a sua mente são apenas pensamentos; se conseguir aperceber-se dos seus próprios padrões de reação mental e emocional à medida que eles ocorrem, tal significa que aquela dimensão já está a emergir de dentro de si como sendo a consciência onde os pensamentos e as emoções acontecem – o espaço interior intemporal onde o conteúdo da sua vida se manifesta.

Por vezes, podemos ser facilmente arrastados pela força da corrente do pensamento. Isto acontece porque todos os pensamentos julgam que são muito importantes e querem captar totalmente a nossa atenção.

Pratique um novo exercício espiritual: não leve os seus pensamentos muito a sério.

É muito fácil uma pessoa ficar encarcerada nas suas próprias prisões conceptuais.

Na ânsia de conhecer, de entender e controlar, a mente humana confunde as suas opiniões e pontos de vista com a verdade. Afirma: isto é assim. Teremos de ser mais abrangentes do que o pensamento para percebermos que qualquer interpretação que se tenha sobre a “ nossa vida “ ou a vida e o comportamento dos outros, qualquer juízo que se faça sobre uma situação não é mais do que um ponto de vista, uma de muitas perspectivas possíveis. (…) A realidade é um todo uno, onde todas as coisas estão entrelaçadas, onde nada existe em si e por si mesmo. Porém, o pensamento fragmenta a realidade – retalha-a em mil e um pedaços conceptuais.

A mente racional pode ser um instrumento útil e extraordinário, mas também limitativo quando se apodera completamente da vida e o impede de ver que a mente não passa de um aspecto diminuto da consciência que nós somos.

A sabedoria não é um produto do pensamento. É um conhecimento profundo que advém do simples gesto de se dar toda a atenção a alguém ou a alguma coisa. A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência. Derruba as barreiras criadas pelo pensamento conceptual e, assim, surge o reconhecimento de que nada existe em si e por si mesmo. Reúne aquele que percebe e aquilo que é percebido, o sujeito e o objecto de conhecimento, num campo unificado de consciência, curando essa separação.

Sempre que nos enredamos em pensamentos compulsivos, estamos a evitar aquilo que é, a realidade tal como ela é. Não queremos estar onde estamos. Aqui, agora.

(…) Tal não significa abdicar de pensar, mas simplesmente não se identificar completamente com o pensamento nem ser dominado por ele.

Sinta a energia no interior do seu corpo. Quando o faz, o ruído mental abranda ou cessa de imediato. Sinta a energia nas suas mãos, nos pés, no abdómen, no peito.

Deste modo, o corpo torna-se uma porta de entrada, por assim dizer, para uma sensação de energia vital mais profunda, subjacente aos pensamentos e às emoções inconstantes.

(…) Porém, enquanto nos encontramos nesse estado, o pensamento racional não desaparece, continua disponível se for necessário para algum propósito prático. A mente mantém a capacidade de funcionar, e funciona perfeitamente quando é utilizada e se manifesta através da inteligência superior que nós somos.

(…) Nada disto é significativo para a mente, uma vez que ela tem coisas “ mais importantes “ em que pensar. Também não é algo que a mente memorize.

(…) O domínio de qualquer área em que nos empenhemos – a criação artística, o desporto, a dança, o ensino, a terapia – implica que a mente racional esteja posta de parte no assunto ou pelo menos esteja em segundo plano. Um poder e uma inteligência superiores, contudo, formando connosco uma Unidade, tomam conta da situação. Deixa de haver um processo de decisão; a ação acertada acontece espontaneamente. E não somos “ nós “ que comandamos. Dominar a vida é o oposto de controlar. (…) Significa associarmo-nos à consciência superior.

 

Eckhart Tolle

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

E ainda...a Liberdade


 

 

O Peso da Liberdade

 

"Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado nem mérito nem fracasso", a leveza decorre de uma vida levada sob o teto da liberdade descomprometida, no entanto, a leveza despe a vida de seu sentido. O peso do comprometimento é uma âncora

que finca a vida a uma razão de ser, qualquer uma que se constrói .

 

(Milan Kundera) em A Insustentável Leveza do Ser

 

São muitas as ocasiões em que referimos a “liberdade”, seja numa vertente ético-social, seja na vertente dos relacionamentos, ou nas escolhas pessoais, que no cômputo da vida acabam interligadas.

Quiçá possamos hoje, dirigir a nossa reflexão para o autêntico conceito da liberdade, além do corrente, que é liderado normalmente por critérios de pouca duração, que se geram no interesse momentâneo e individual.

Mais ainda, colocar estacas de sustentação à nossa definição de liberdade e ao “peso” da mesma.

Inseridos que somos numa sociedade com direitos e deveres, (estes quase sempre esquecidos) devemos constituir um Código de Honra da Liberdade, cujo lema fundamental seria:

                                                                                                                              

“A nossa liberdade confina, na fronteira onde começa a liberdade do outro”

 

A construção da liberdade é individual. As suas fundações são a veracidade, o humanismo, o respeito. Já a expressão da mesma, só pode ser vivida onde não exista o medo, e onde prevaleçam a educação, a cultura, e o conhecimento metafísico. Sem estas pedras basilares, não é possível conhecer o rosto da plena e verídica liberdade.

 

- Liberdade, é o dizer não à invasão da informação manipulada e manipulativa (quase toda ela) que invade os lares, que desestrutura as mentes em formação, que inocula os venenos do consumismo, e estabelece uma urdidura ao critério individual (robotização)

- Liberdade, é o reconhecimento dessa mesma manipulação pelas substâncias viciantes, e negar-se a ser mais um número nas estatísticas que somam poder, ao poder dos monopólios do tabaco, da droga, dos fármacos.

- Liberdade, é a percepção genuína e aplicada na interacção do dia-a-dia, da valorização do ser humano pelo que ele é, e não pelo que ele tem.

- Liberdade, é o auto-conhecimento aprimorado, de forma, a que cada um perceba que tem na sua vida o que ele próprio criou, e de que nada nem ninguém nos pode dar, ou tirar, a liberdade consciencial.

- Liberdade, é a responsabilidade lúcida de cada atitude para com o nosso crescimento individual, e de que este, se entretece com todos os que nos rodeiam.

 

Nos países onde se pratica o sistema político chamado democracia, a responsabilidade individual é maior, dado que esta contém a ferramenta primária que permite ao ser humano a escolha, real, dos caminhos vivenciais. Mas constatamos que essa pseudo-liberdade facultada pela democracia, foi desvirtuada, pois nunca como hoje as pessoas se deixam conduzir, sem vislumbres de vontade, por poderes instituídos, os visíveis, e os invisíveis.

Outro aspecto onde o substantivo liberdade é frequentemente utilizado, é no plano dos relacionamentos afectivos. Este tornou-se salvo-conduto de vivências saturadas e desgastadas onde a frontalidade das decisões é adiada e disfarçada pela falta dessa mesma liberdade.

Tornou-se assim argumento sem conteúdo, justificativo medíocre de atitudes que possam lesar os compromissos da alma.

Os compromissos não são pesos nem sentenças “sine die”, são o coagulante das razões do existir… podem a todo momento serem revistos, finalizados, acrescidos, transmutados, enquadrados na senda individual, pelo usufruto duma verídica liberdade. Também neste campo:

- Liberdade, é não seguir a corrente instalada na madraça acomodada, nos modismos, na libertinagem (muito confundida com liberdade).

 - Liberdade, é a lucidez de contornar o flerte ocasional, carícia do ego vaidoso e decadente, que empobrece a promissora luz de cada um.

- Liberdade, é a nobre coragem de olhar o compromisso pela sua melhor vertente e dele fazer estrela presente, ou cadente, mas sempre, com a gratidão amorosa para com os passos que nos transportaram nas sendas da vida.

- Liberdade, é também a renúncia, (em qualquer vertente), escolha consciente da alma, em prol do bem comum… este, é o mais sublime acto de liberdade.

 

Que a Paz esteja em nós, como a liberdade e o desprendimento estão numa avezinha do Céu.

 

 

A.