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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Céu e a Terra


 
 

 

Todo o nosso percurso evolutivo está baseado numa premissa fundamental, pautada pela assimilação de tudo aquilo que aprendemos, que buscamos, ou vivenciamos.

Todo esse trabalho que de forma mais ou menos consciente vamos fomentando, e que é conhecido genericamente por “espiritualidade”, é tão só o revisitar os anais cósmicos, o vestir, de novo, a roupagem sagrada, dum humanitarismo integral, e integrativo, com o meio aonde viemos aprender a mais dura das provas, a sintonização com o TODO.

Nos últimos anos, e devido à necessidade premente de novas coordenadas dimensionais, a humanidade foi agraciada com imensas fontes de informação e sabedoria, que cumpriram plenamente a sua missão, no entanto, esta incomensurável dádiva ainda não foi totalmente compreendida.

No mar de sargaços (confusão) em que se debatem ainda tantos seres, apela-se à partidarização e à fomentação de grupos ou agrupamentos, contentores isolados e emparedados, que na sua estruturação se tornam naturalmente dependentes seja de um guia (guru) seja de normas e preceitos doutrinantes, ritualísticos, coadjuvados por um léxico de símbolos, aos quais se atribuem os mais variados poderes…

Sob uma outra e enganosa imagem, continua a velha desresponsabilização que se gere pela entrega do poder individual a algo, ou a outrem…tal qual se fez por séculos…

Cada Chama Humana é um microcosmos detentor de tudo, o que forma o macrocosmos. Em cada uma emerge, o que requer a sua intenção e escolha.

O Céu, é a implementação da descoberta do teor da consciência, é o cantarolar contínuo do refrão da música das esferas que advém com o despertar, e que nos diz que somos Um, é o salão dourado onde impera a harmonia e a luz é o nosso coração, pacificado.

Cada um de nós é arquitecto e construtor desse Olimpo almejado, tantas vezes indefinido, mas por todos procurado.

Meus queridos, nós não vamos a lado nenhum…o Céu existe! aqui, ali, e além…em cada gesto compassivo, em cada olhar de elevação, na palavra que conforta, na boa-vontade, no bem-querer, na plena e autêntica fraternidade.

O Universo na sua magna sabedoria, é equilíbrio em todos os vectores. O grau de desperticidade, não é dom ou vantagem, apenas, oportunidade de reequilíbrio cármico para quem mais dele precisa.

O céu, é também o som das vozes que nos falam e que vão deixando amorosos recados para, e citando o Mestre Nazareno, “quem tiver ouvidos que ouça”

 - Nós somos seres perfeitos, cujo desequilíbrio (doença) se gera como alerta da necessidade de mudança.

A sociedade actual está programada para a fomentação da doença, como consequência das condições de vida, mas também, como fonte de receita…

- Aos curadores: Cultuem a saúde, desintegrem a dependência, o culto à saúde só se pode enraizar por um teor consciencial de desprendimento, de sentido de missão.

A “profissionalização” das terapias da Alma é incompatível com a essência das mesmas.

Técnico e Terapeuta são funções e missões diferentes, lembrem que a designação de Terapeuta (no antigo grego) significa Iniciado, que por sua vez é um caminhante…aquele que abre caminho.

 - Aos filósofos com caudais de tantos saberes: fomentem o estudo, a experimentação, o auto-conhecimento, em ecumenismo pleno. Na sua essência, todos os saberes ancestrais são puros, e ramos da mesma árvore.

 - A todos os que reencontraram a sua génese, o seu Espírito, que a cada dia, se fundam nessa ligação pela integração do Eu em Nós. Lembramos que a missão, é a vivência pela experimentação no laboratório que se chama Terra.

 

Em qualquer lugar, profissão, a cada momento, pensamento, acção, na amizade, no amor, a honra do Espírito, do Deus em nós, deve ser sempre lembrada e preservada, porque a tarefa que por séculos vamos desenrolando, é trazer o Céu à Terra

 

“Paz na Terra, e no Céu aos Homens de Boa Vontade”

 

A.

 

 

 


sábado, 11 de maio de 2013

Intimidade


Não existe intimidade maior que a espiritual.
 Nudez, é apenas confiança
Carícias, são apenas bem-querer
A fusão suprema, é a intimidade espiritual
 
Vozes da Terra

sábado, 4 de maio de 2013

Dar e Receber


"Dar e receber. Só se pode dar o que se recebeu; e, quando se recebeu, há que ser capaz de dar. Toda a vida está baseada nesta espécie de movimento perpétuo: o ato de receber engendra naturalmente o de dar; e, enquanto se dá, não se deve parar de receber para se poder continuar a dar.

Haveria tantas coisas a dizer sobre o significado e a importância destas duas palavras, receber e dar! De quem receber, como receber?... A quem dar e como dar?... Há que aprender a receber do Céu e a dar à terra. O que supõe que se saiba adaptar-se imediatamente às circunstâncias e mudar de polaridade. Podemos chamar “maleabilidade” a esta qualidade.

Sermos maleáveis implica que permaneçamos sempre vigilantes, atentos, para só atrairmos as correntes que descem do Céu para a terra e nos tornarmos seus condutores. Todos os nossos órgãos, todas as nossas células, devem impregnar-se da importância desta missão: receber e dar."

 

 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mensurar a Alma


 
"Não é possível mensurar uma alma como masculina ou feminina pois a sua essência é única, contendo em si mesma os dois polos unificados.

Tendo sempre como referência estes maravilhosos Tempos de Mudança, devemos estar atentos à nossa condição.

Estar “mulher” é redenção - Redenção dos desencontros de todos os passados.

Estar “homem” é reencontro - Reencontro com o Sagrado Feminino em si"

 

Do livro “ Ponte de Palavras”




 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O amanhã


 

“Para lá do teu alcance, o amanhã está sempre a um dia de distância.

Nunca atracarás no seu porto, porém, ele lança um feitiço sobre o teu dia. O amanhã encerra tudo o que é possível.

É por ele que o guardião zela pelo tesouro, é ele o destino do viajante.

Afinal, não és apenas um viajante do tempo, navegando sobre as ondas da mudança?

És o capitão do navio da tua mente que flutua na tua consciência.

Sem imaginação, a tua mente é tão fútil como um barco que não pode navegar no mar.

As visões do teu amanhã alçam as velas que iluminam o teu caminho

Navegar com  a brisa dos teus desejos mais nobres é chegar ao teu destino supremo.

Só então serás aquele em quem te queres transformar  quando rezas”

 

Excerto do livro : O Regresso do Profeta

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pensamentos de Mestre Omraam


 


“Quem não está convencido de que é desejável ser bom, honesto,
desinteressado, paciente, indulgente? Todos elogiam aqueles que
praticam essas virtudes, mas quantas vezes eles próprios não
são bons, nem honestos, nem desinteressados, nem pacientes, nem
indulgentes! E isso não os perturba muito, não lhes ocorre que
a verdadeira compreensão nunca deve estar separada da
realização.
A razão de ser dos exercícios espirituais é a de fazermos
vibrar todo o nosso ser, até as células das nossas mãos e dos
nossos pés, em sintonia com as verdades espirituais que
aceitamos intelectualmente. Devemos fazer descer ao plano físico
cada verdade com que contactamos, para impregnarmos com ela todo
o nosso ser. A verdadeira compreensão não se faz só com as
células do cérebro; ela faz-se também com as células do
coração, do estômago, dos pulmões, do fígado e de todos os
nossos órgãos. Sim, para que a nossa compreensão seja
completa, todas as células do nosso corpo devem participar. Se
as células dos outros órgãos não fazem corretamente o seu
trabalho, pouco a pouco as capacidades do cérebro são
igualmente diminuídas."

 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Teática e Bem-Estar


 

TEÁTICA E BEM-ESTAR

 

Teática é um termo criado pela

Conscienciologia e que significa

juntar a teoria à prática

 

 

Este é um ano de acentuada viragem na vida e no viver de todos nós.
Este é o tempo de colocar na prática, a  TEÁTICA  ….
Ao longo dos últimos 20 anos, e pelos mais diversos canais recebemos inúmera informação cuja finalidade foi, e é, estimular o despertar da consciência individual, e por consequência a colectiva.
Porque assim é…só a transmutação individual vai gerar a grande mudança global.
Os conteúdos destas informações são maioritariamente chamadas de atenção para o reconhecimento e a compreensão da responsabilidade individual em todo o processo vivenciado pela humanidade como um Todo.
Numa análise mais aprofundada reparamos que também neste período, todo o acervo de conhecimento dispensado pelo Universo ainda que Paracientifico,  Metafísico e Multidimensional, foi sendo continuamente acompanhado e sustido por dois fortes pilares:
- Um, a herança escrita (profecias) de grandes civilizações, além de muitos dos axiomas mais marcantes dos grandes Filósofos da antiguidade.
- O outro pilar são as “descobertas” galopantes da ciência em alguns dos seus ramos, como seja a Física Quântica – As descobertas do Espaço Sideral – O estudo dos campos energéticos do corpo humano e outros. Coincidências?...Creio que nisso estamos já todos de acordo, de que no Universo não existem coincidências, mas sim, a sincronicidade matemática da Consciência Suprema a que chamamos Deus.
Quem estiver atento vai reparar que muitas das vozes calaram, recolheram, é tempo de balanço e inventário. Por um lado, chegamos ao ponto de saturação de informação, não por excessiva, mas por não assimilada (leia-se não trabalhada)
Por outro lado a bancada alquímica está em movimento e chega a cada um conforme o seu merecimento.
Com uma faceta muito semelhante ao procedimento da Lei de Causa e Efeito, ainda que invertido, “o chamado” mudou. Este rege-se agora pela aplicação prática dos conhecimentos mais ou menos assimilados ou aceites.
Adentramos o ano do grande aprendizado da compaixão por auto-imposta condição do nosso subconsciente.
A aplicação da lei fundamental da existência que é o “Solve Et Coagula”, crescer, iluminar e unir, será exposto, ainda mais, nos nossos campos físico/mental e psico/emocional.
O não reconhecimento e prática deste principio será reflectido da mesma forma em todas as nossas dimensões físicas.
As doenças, leves ou graves, as dores, os acidentes, aquilo que parece correr mal em todos os campos, tudo isto são alertas para que os nossos corpos se expressem, se expandam na doação, no trabalho, na partilha do que somos, do que temos, do que aprendemos, com os outros.
 
“Ninguém sente dor de cabeça quando está confortando alguém”.
Provérbio indiano
 
“ Não espere por líderes, faça sozinho, pessoa a pessoa”.
Madre Teresa de Calcutá
 
“Seja a mudança que você deseja ver no mundo”.
Mahatma Gandhi
 
“Muito se pedirá àquele que muito recebeu”
Jesus
 
A.
 
 
 
 
 
 

 

Todo dia é dia da "Essência"


O DIA DA ESSÊNCIA

Hoje é o dia da Essência. De brincares com ela, de lhe dares atenção, de a levares a sério. A nível evolutivo, o teu Eu Superior é o mestre. É quem te pode ensinar. É quem tem o teu plano de vida lá em cima, o plano ao qual deves recorrer em caso de dúvida. E, nesse caso, é o Eu Superior.
A nível de auto-estima, experiência terrena e auto-realização, é a Essência a grande senhora. É ela que sabe o que te vai fazer feliz aí em baixo. Comos recursos aí de baixo. Ela é quem tem o teu plano de vida aí em baixo e é responsável por fazer com que tu o cumpras da maneira mais criativa possível. Criando um eu novo a cada dia. Ou, pelo menos, rejuvenescendo-o a cada dia.
E hoje é o dia dela. Faz algo que desejas fazer há muito tempo. Tem essa coragem. Essa ousadia de correr atrás do que te faz feliz. Vai. Faz isso. E oferece essa ousadia à tua essência. Dá-lhe. Mostra o quão gostas e confias nela. Conversa com ela. Pergunta-lhe o que é que ela quer que vistas hoje, como gostaria que penteasses o cabelo, e por aí adiante.
Vais ver que essa bolinha branca no peito vai começar a falar. A dizer o que quer e ao que vem. Tira um dia só para estares com ela. Dá-lhe prioridade na tua vida. E vais ver que vais começar a dar força a uma das maiores aliadas do céu na tarefa definitiva de te fazer feliz.


Jesus por Alexandra Solnado

domingo, 27 de janeiro de 2013

Queixamo-nos...


Queixamo-nos com razão dos mercados, da ganância das corporações, dos bancos e do capitalismo. Mas com muito maior razão nos queixaríamos de termos necessidades mínimas e vivermos com desejos máximos. É isso que cria, alimenta e reproduz os mercados, as corporações, os bancos e o capitalismo. São eles que a exploram, por via do marketing e da publicidade, mas a ganância é nossa. Vivamos com o mínimo: seremos livres e este sistema ruirá, incluindo a política que o serve. Vivamos com o mínimo, sobretudo com o mínimo de ego, se possível sem nenhum, e descobriremos a Plenitude que desde sempre nos habita.

 

Paulo Borges (presidente da União Budista Portuguesa)

 

 

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Reflexão

"Será que os humanos procuram seres que os incitem a elevar a sua
inteligência e o seu coração para atingirem um grau cada vez
mais elevado na compreensão da realidade?... Muito raramente. Na
maior parte dos casos, eles procuram aqueles que alimentam os
seus gostos, as suas paixões. Mesmo de um Mestre espiritual,
eles esperam que ele diga o que eles querem ouvir. E, sobretudo,
que ele não mexa com os seus hábitos!
Mas um Mestre espiritual é obrigado a dizer a verdade. Depois,
cabe ao discípulo escolher e determinar-se conforme a sua
compreensão das coisas. E o Mestre sabe que o discípulo irá
exatamente às regiões psíquicas e espirituais com as quais as
suas vibrações entram em correspondência. Existe um mecanismo
cósmico, e esta mecânica é absoluta. Cada ser é atraído e
absorvido pela região com a qual está em sintonia."


Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reflexão

TEXTO DE FREI BETTO –
 


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas
: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!
 
 

FREI BETTO

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro.
 







quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Grande Mistificação - Parte I e II

Companheiros de Caminho, a 25 anos da Convergência Harmónica de 1987 o Céu impele-nos à meditação reflexiva mas também firmemente activa.
Sentimos que o horizonte se obscurece com os contornos da armadilha que germina no médio oriente, prenúncio do há muito anunciado, a possibilidade de uma 3ª guerra mundial. Esta, a ocorrer, seria o fim do ciclo evolutivo desta humanidade tal como a conhecemos. A ferramenta defensiva e equilibrante desta possibilidade é fabulosa, invencível, e está nas mãos de todos nós, trata-se da:


Supra Consciência Individual e Colectiva.

Há 25 anos fomos informados que o equilíbrio de forças desta sensível balança é a massa crítica ( massa crítica é a mentalidade de um grupo em relação a um determinado assunto necessária e suficiente para, em quantidade e qualidade, estabelecer e sustentar determinada ação, relação ou comportamento).
Este quantum elementar encontra-se ainda abaixo dos valores mínimos necessários à sua definição como tal.
Esta é a provávelmente a maior decisão alguma vez tomada pelas consciências humanizadas em milhares de anos de múltiplas reencarnações, e o tempo é chegado.
Em especial aos "espiritualistas", lembramos que a espiritualidade é o fermento no interior da massa, que quando verídico, é o que faz levedar o pão, que então sim, se torna em benção partilhada. É exemplo, é harmonia, é dádiva sem condições.

Fomos cuidadosa mas literalmente abanados para completar os textos que anexamos e que deixamos ao sentir de cada um.

Luz na Mente e Paz no Coração aos Seres de Boa Vontade


A.

A Grande Mistificação – Parte I - Causas e Efeitos

Por várias vezes abordamos o tema “crise”, e mais uma vez apelamos à reflexão.
Repetimos com ênfase o que já foi dito antes, nunca na história da humanidade a maioria dos seres humanos se encontraram tão agrilhoados a formas de pensamento induzidas, com as mentes manipuláveis, totalmente à mercê de poderes centrados numa matrix poderosa e oculta, como hoje.
Este é o legado da vertente negativa da abrangência da livre informação, quando esta é, maioritariamente, uma ferramenta ao serviço desses poderes.
A “crise” mundial é uma grande mistificação, gerada e mantida por essas forças, com a finalidade de obscurecerem, confundirem e retardarem aquilo que sabem ser inevitável: a transformação da consciência humana. Tanto ou quanto essa transformação acontece, as falanges de escravos diminuiem.
Analisar estes procedimentos e o porquê nos deixamos manipular assim nos últimos séculos, seria moroso, no entanto e de forma sucinta é premente lembrar que essas forças nem tiveram que fazer um grande esforço, pois a egoica natureza humana, facilitou, e facilita o processo.
A mesma abrangência informativa e numa vertente utilitária, trouxe uma onda de revolta, de protesto, e de inconformidade, também nunca vista até hoje em tão larga escala, e cujos resultados são notícia a cada dia.
As pessoas despertam para o que consideram os seus direitos e surgem pólos de cidadania ainda que maioritariamente virtuais… as crónicas, os Power Point, as declarações, são inflamadas e bem construídas, provistas de dados nunca antes revelados e que demonstram, sem sombra de dúvida, que uma sociedade não poderia jamais sobreviver com tais abusos, desigualdades, e a mais básica falta de respeito de cidadãos para com os seus concidadãos…para com outros seres humanos… Geram-se correntes que fomentam levantamentos (sempre virtuais, e para que os outros façam).
No entanto e se estivermos atentos, algo chama a nossa atenção, não vemos protestos ou acções de defesa sobre causas sociais comuns ou qualitativas, para o bom resultado do benefício público, mas sim sobre sectores individuais, e benefícios individuais, salário, condições, e outros … qualquer uma das classes profissionais que por vezes e pelos meios mais abjectos de chantagem vão fazendo prevalecer as suas revindicações, ignoram o direito fundamental da igualdade, que é o de que não se pode repartir o que não existe, ou mais grave ainda, que uns terão menos, para que outros tenham mais.
E o resultado, o somatório desse “cada um a seu bolso” é a lava do vulcão prestes a eclodir e ao qual ninguém estará imune.
Toda experiência humana é polarizada, e esta fomentada “crise” ainda em crescendo, contém um atempado e apropriado pólo positivo. Este, é o degrau que uma ainda imprevisível percentagem de seres humanos irá transpor. O de Homo Sapiens Sapiens para o de Homo Sapiens Divinum.

Será também a oportunidade de percebermos, que por detrás desta, existe realmente uma profunda crise que é a de valores educacionais, humanos, cívicos, sociais, em suma…. Espirituais. Porque Espiritualidade, é a amplitude de uma consciência superior, é o fazer jus á palavra humanidade ( uma unidade ) e à nossa ascendência divina.


A.


A Grande Mistificação – Parte II – As Simples Soluções


Meus amigos, não nos enganemos… porque o tempo já não permite os jogos auto-ilusórios recriados na egocêntrica vaidade de nos acharmos, cada um de nós, além da responsabilidade colectiva.
Entre uma e outra das situações expostas na primeira parte desta entrega, existe um largo fosso, disfarçado pelas algas da ignorância, camuflado pela arrogância e pela ambição individual, sustido pela rede dos toques hipnóticos que essa grande maioria robotizada se permite receber, através dos seus sentidos comuns, de forma directa, ou subliminar.


- o consumismo desregrado, do qual já se sente o frenesim


- o desrespeito por todos os aspectos da ecologia –


- o pensar-se que um ser humano tem direitos acrescidos sobre qualquer outro


Mas é também desse fosso e pela nossa vontade que emerge o Eu Integral.
Apenas o trabalho productivo prevalecerá, sendo o cultivo da terra o seu maior expoente e onde se fundamentará a sobrevivência humana.
Pela consciente rejeição da cultura em prol dos “divertimentos” alienantes que movem massas, poderes sombrios, e meios que ninguém parece contestar.
A solução para o estado actual da humanidade apenas se pode concretizar através das posturas individuais….de cada um de nós.

Ao alienado poder político demos as ferramentas que a nossa indiferença desvirtuou.
Ao vampiresco poder financeiro demos as ferramentas que a nossa ambição gerou.
Aos senhores da guerra e da morte demos as ferramentas que a nossa agressividade e preconceito fomentou.


O estado crítico do nosso planeta é da responsabilidade de todos.
Mas reparem, que o poder, realmente, está em nós! Se de forma construtiva mudarmos os nossos hábitos diários em relação aos combustíveis, à energia eléctrica e outras, ao desperdício , ao consumo em geral, todos os deuses (monopólios, corporações, exploração maciça do planeta e de seres humanos, impérios financeiros) desintegrar-se-iam num estalar de dedos, como deuses de pés de barro que são.
A todos aqueles que sentem a responsabilidade de fomentarem um novo mundo para a raça adâmica nós afirmamos:

- Reverter os comportamentos individuais nas pequenas coisas do dia-a-dia, com as medidas de poupança de energia, de combustíveis, as alianças com os amigos, os colegas para se rentabilizarem viagens e todas as necessidades duma comunidade
- Criar em cada aldeia em cada bairro os mercados de trocas – o aproveitamento e cultura de cada palmo de terra – a organização de células de união em cada rua que promovam os princípios e os valores duma real fraternidade e cujo lema seja a colaboração total
- Que o respeito pela terra, pelos animais, e por todos os seres humanos se tornem na bússola que norteie cada pensamento e acção
- Tudo no Cosmos está interligado por energias comunicantes, o comportamento individual, por ressonância, afectará o Todo para as coordenadas evolutivas ou involutivas – a escolha é nossa.
Todas as forças, individuais e colectivas, envoltas em positivismo e lucidez, devem estar voltadas para o agora, para o momento que atravessamos, e para a maravilhosa e única oportunidade de crescimento que esta “crise” nos proporciona.
Apenas as consciências individuais ou comunidades regradas por estas intenções poderão transpor a alta vibração, que a cada minuto se intensifica.


A solução está nas mãos de cada um de nós!


Está na hora…mais que na hora, de despertar e isto traduz-se, tão simplesmente, por trabalho intenso e consciência fraterna, em suma, o que viemos aprender.


 A.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Assumpção


 

Assumpção

 

 

 

Vivem-se intensamente os tempos de mudança onde o Universo nos alerta para uma cada vez maior, e especial atenção.

A paz global é aparente! Finíssima camada de verniz onde se deposita o cansaço, os anseios, a frustração que estala à mais leve rajada de desarmonia ou contradição, vindas de outros seres, ou das circunstâncias.

Outono é o período de reencontro, onde as pessoas buscam mais  o conforto da Alma, através de condições de tudo o que vai além, e fora delas…

Neste cenário, acentua-se o marketing da “espiritualização”  em anéis de fumo ilusório, embarca-se:

- na miragem colectiva dos autointitulados espiritualistas (profissionais)…

- da ainda muitíssimo divulgada oferta e procura de rituais obscuros que não lembrariam nem ao “diabo”…

- dos milagres por encomenda…

Como ondas em crescendo, nota-se e sente-se o frenesim das pressas e da impaciência, por todo o lado a agressividade tinge com o seu toque, os processos de comunicação e interacção.

Somos abalroados, literalmente, por hordas de consciências astrais de baixa vibração, na busca incessante de energias compatíveis através das quais, se possam manifestar.

Também estes filhos de Deus cumprem a sua missão…ao servirem de elementos de aferição do empoderamento que cabe a cada um.

 

Amados Amigos, o Universo outorgou-nos o “poder”. Este, deve ser assumido! A sua composição é o conhecimento, e as oportunidades para o colocar em prática no dia-a-dia.

Os ventos que espraiam a mudança acentuam-se num entrechocar dimensional confuso e perturbante que nos exige o dar tudo por tudo pelas vias:

 

- da confiança serena no auge da tormenta

- da entrega ao EU e ao sentido de missão

- da Fé, na presença constante do Espírito Divino em todos nós

 

Neste período propício ao reencontro com a alma, que cada ser reencontre também a sua capacidade de pensar por si mesmo, sem a influência das ferramentas a que a robotização recorre insinuando-se constantemente na grande maioria:

 

- Que esta predisposição, assuma as cores da veracidade em cada  realidade individual, porque o cansaço é gerado, apenas, pela contradição e frustração interna.

- Que uma nova e lúcida consciência esteja sempre alerta e presente, e que esta se torne  “o campo de treino”, onde:

 

… a pacificação interior seja fio condutor de toda acção

… a compreensão, grasse em tudo como fonte de água viva

… a fraternidade se torne o aprendizado a constante de cada dia

 

E que este treino aprimorado, se transponha para o palco de mais um ciclo das nossas vidas, onde Família, são todos com quem nos é dado permutar, aprender, ensinar, e partilhar.

 

 

Na Unicidade e na Paz

 

 

A.