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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sorriso, e que este seja sempre de esperança...

 
"Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso..."
 
 
 
José Saramago
 

domingo, 12 de maio de 2013

O Laço da Paz

                                                 



Muito além de qualquer palavra, que a essência de cada Alma se possa identificar com a essência do                               Laço da Paz

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Na Senda da Paz


Na Senda da Paz

 

Uma Senda, é um trilho que ao ser usado vai abrindo caminho, formando estrada.

Esta, a da Paz, é aquela que é completa em si mesma, onde todas as outras se realizam.

A autêntica paz interior amaina qualquer tormenta, transpõe barreiras, purifica e transmuta todas as imagens do nosso espelho de vida.

Trabalhar esta faceta essencial a qualquer iniciado, exige antes de mais a libertação dos conflitos, da “guerra” interior.

Pelas leis da quântica, sabemos que reforçamos tudo aquilo que tentamos suprimir pelo plano mental. Apenas pela via da compreensão – aceitação – perdão, criamos as condições para a supressão dos traumas de todo o nosso percurso.

 

Luta – Batalha – Defesa



Termos de guerra que o Espírito desconhece

 

São no entanto as características vívidas e actuantes da personalidade de muitos seres, e que estes, ilusoriamente pensam estar sublimadas.

Vivências traumáticas da infância, juventude, e por vezes de vidas paralelas são depósitos de raiva que vão minando o corpo emocional e psíquico.

Como sabemos, o nosso corpo emocional, está ligado ao plano astral.

Assim, e como coadjuvante desses estados de espírito, é no plano astral que essas consciências libertas da máscara das conveniências se expressam na sua real forma de actuar.

Como sabemos também, e pela lei da atracção estas consciências vão abrir as suas auras a todo tipo de energias afins.

Estas energias, obviamente vão continuar a acompanha-las no estado de vigília, estimulando e provocando determinados comportamentos.

Que contrapor a isto? Trabalho e coragem! A coragem de (não confrontar) mas enfrentar as memórias da dor, da revolta, da frustração pelo olhar do coração.

Perceber que, as provações têm sempre o efeito redentor, que as marcas deixadas, são hinos em nosso louvor, são vénias do céu.

Mais ainda, estar atento, centrados no Eu, perceber quais das acções que se emitem, são influenciadas pelas “cortes” que por empatia se aliam aos estados emocionais.

“Quanto maior o conhecimento maior a responsabilidade” e nada, nos iliba dessa responsabilidade.

Alcançar esse estado de espírito, requer uma total entrega àquele que deve ser o nosso principal projecto de vida: conhecermo-nos.

E neste trilho, cuja vibração depois de adquirida jamais se perde, todas as nossas vivências vão sendo assimiladas pela Senda da Paz

 

 

 

A.