quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os 72 Anjos da Cabala




Omraam Mikhaël Aïvanhov - Fraternidade Universal

"A ideia de fraternidade universal está contida nas primeiras palavras da oração ensinada por Jesus: «Pai nosso, que estás nos céus». Quando nos dirigimos a Deus, ao Criador, dizendo «Pai nosso», não se pode pensar que ele só é o Pai de alguns. Ele é o Pai de todos os seres humanos, pois foi a todos que ele deu a vida. Portanto, quando se diz que os humanos são irmãos, é preciso compreender esta ideia de fraternidade como a mais alta expressão da vida.
Ainda que seja difícil dar uma definição exata dela, podemos dizer que a vida é o resultado das relações que existem entre todos os elementos constituintes do grande corpo cósmico: o universo. Nenhum elemento pode sobreviver se ficar isolado, separado dos outros. O isolamento traz sempre a morte, se não for a morte física, pelo menos a morte espiritual. A vida, pelo contrário, são as relações, a fraternidade, o amor que deve existir entre todas as criaturas."


 Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"O Nosso Livro" - 2º apontamento

Do sonho de uma noite iluminada pelas estrelas, materializou-se um conjunto de palavras imanadas por 22 corações, e irmanadas numa só intenção...a da Compaixão.
E assim nasceu 

" O Nosso Livro" composto pela inspiração de 22 autores
 
Passaremos a partilhar convosco semanalmente um pequeno apontamento do texto de cada autor.
 
Este livro foi editado por Publicações Maitreya.
 
                                                                                                            
" Em tudo na vida é necessária uma quantidade certa de paixão, até mesmo para nos amarmos sem rodeios e sem influências exteriores como o ruido da motosserra que teima em aparar as sebes"
 
Elisabete Pinho
 
 

Felicidade...sempre...apesar de todas as circunstâncias

Recomendamos esta palestra de Mathieu Ricard considerado por experiências científicas o homem mais feliz do mundo.
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

“A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”


Esta frase do Mestre Jesus é proverbial para o “momentum” actual. Por tantos esquecida e para outros tantos (especialmente os mais jovens) desconhecida, deve ser um alerta para todos aqueles que se maquilham com as cores de teorias espirituais.

Duas leis se atropelam constantemente, por um lado absorvem massivamente conhecimentos descontextualizados recortados dos ensinamentos sagrados conforme o fim para que os usam

Por outro lado, e maioritariamente, desrespeitam em duplicado essas mesmas leis cósmicas, porque tendo sido agraciados com o conhecimento delas, não as colocam na prática das suas vidas.

Destas posturas, os exemplos, e os resultados, tornam-se a face visível de expressões de vida em sofrimentos e desarmonias de toda ordem, repetidos constantemente.

Quando confrontado com a armadilha que era a pergunta que lhe colocaram porque sabia que a questão era de teor económico, Jesus respondeu: “hipócritas, dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus”

- Nunca como hoje os seres humanos fizeram uso da insegurança individual e espiritual dos outros para daí retirar dividendos materiais e energéticos. Misturaram-se os caminhos da assistencialidade com práticas terapêuticas, da confusão entre curador e curandeiro, promovem-se em organizado marketing a ilusão da manipulação da essência de cada um pela via da compra de um certificado espiritual. Profissionalizaram-se respeitadas correntes religiosas e filosóficas cuja imagem hoje se confunde com uma montra de supermercado.

- Num período de grande insegurança financeira, ouvem-se os gritos de protesto pela “perda de direitos” mas não se ouvem chamados à união, ao trabalho comunitário, à reconstrução em pequenas células auto – sustentáveis passiveis de viabilidade em bairros, famílias, aldeias, o regresso às profissões férteis, productivas.

- Como nas épocas mais negras documentadas na história da humanidade, também hoje se assiste passivamente às perdas, ao sacrifício dos outros (emprego, casa, direitos, sobrevivência), num silêncio delator do mais insensível estado do estatuto humano, que apenas é quebrado, quando “a água chega aos pés de cada um”. Então aí sim! cada pessoa,  grupo profissional,  sindicato ou afins, proclamam a revolta da perda da alteração das “suas” condições, sem nunca terem analisado a legitimidade dessa conquista em relação com o direito das outras peças da engrenagem que é uma sociedade, e que não usufruíam dessas condições ou direitos.

E o teste Cósmico continua, repete-se vezes sem conta nas mais variadas facetas do dia-a-dia de cada um, a cada acção…

 

O enunciado é: em que grau está o teu egocentrismo?

 

…mas também lembra, amorosa e constantemente, que a escolha é individual, e um direito sempre presente…

 

Vozes da Terra                                           

7 de Maio 2013

 

 

 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Wu Jyh Cherng - Chave do Céu


Chave do Céu


Como se abre a porta do céu? É preciso uma chave, essa chave é a “ação feminina”

Wu Jyh Cherng,


A porta do Céu é uma abertura para o universo maior. É o canal que leva a pessoa para uma consciência maior e ilimitada.

Na simbologia do I Ching, existe a trilogia do céu, da terra e do homem. O céu é a antítese da terra. A terra é finita e o céu é infinito. Pode-se medir o tamanho da terra mas é impossível se medir o tamanho do espaço. O portão do Céu se encontra dentro do homem e é uma abertura onde a consciência do homem pode se encontrar com a dimensão da infinitude.

Como se abre a porta do céu? É preciso uma chave, essa chave é a “ação feminina”. A ação feminina não é uma ação brusca mas sim uma ação suave. No I Ching, a linha Yang é a linha da força e a linha Yin é a linha da suavidade. Ação feminina é uma ação de suavidade. Não se pode abrir a porta do céu de forma brusca ou dura. Essa chave é a chave da não-chave. Para se abrir a porta do universo não se usa nem força nem conhecimento, mas sim o coração, através da ação feminina.

No imaginário ocidental, a ação feminina está próxima ao conceito da intuição. Na verdade, é algo mais amplo do que apenas a intuição.

Na prática mística entra-se nesse canal para se atingir o estado da infinitude da consciência e da vida. Não se abre essa porta através de pensamentos nem de força, mas sim de algo mais sutil. Então, é preciso ir sutilizando a consciência para fazer essa passagem. É uma passagem para o outro lado que é o infinito, sendo esse infinito de um tamanho infinitamente reduzido. Quanto mais sutil a pessoa se tornar, mais sutil também se torna a porta, apenas que sempre mais sutil do que a pessoa, então é preciso se

sutilizar ainda mais… Através da ação feminina, a pessoa vai se sutilizando cada vez mais até se igualar com a sutileza da porta do céu. Então se atravessa o vazio até o absoluto. A pessoa se torna o próprio vazio do absoluto. Nessa hora, faz-se a passagem para o outro lado. É uma viagem infinita que se vai entrando… entrando… entrando… entrando…

Na prática inicial da meditação sente-se essa sensação. É uma sensação de estar entrando dentro de um tubo e não ter mais o corpo físico, nem memória, nem pensamentos: apenas uma consciência sempre mais e mais sutil. Isso é abrir a porta do céu através da ação feminina. Esse conceito é importantíssimo em relação a nossa prática mística, pois permite alcançar um nível de consciência cada vez mais sutil até alcançar uma consciência ilimitada. Quando, por meio da meditação, se alcança esse nível de consciência, atinge-se o Vazio, alcança-se a Não-existência, a Abrangência.

A existência representa a manifestação, a criatividade. Ela é – num exemplo – como uma representação teatral, que tem o seu começo, seu durante e seu fim. Porém o espaço, o Vazio de que dispõe o teatro para que possa haver cenário, palco, espetáculo, trama, atores: isso é a não-existência. Essa não-existência é o Vazio que permite a forma existir. É o silêncio do teatro que permite a voz e o som dos atores serem ouvidos. Igualmente, em nossa vida, se tivermos um espaço em nosso coração, podemos abrigar as expressões da vida. Se existir um silêncio em nossa mente, podemos ouvir e expressar a sabedoria da vida. Por isso, no Taoísmo enfatizamos como prioridade o trabalho da meditação.

O que é o trabalho da meditação? É o trabalho do silêncio, o trabalho do Vazio. Fechamos os olhos, trazemos a consciência para o interior, tentamos reduzir os pensamentos e diálogos interiores para podermos ter o silêncio dentro de nós. Quanto maior o nosso silêncio, maior percepção desenvolvemos. Quando estamos no silêncio, podemos observar e perceber muito mais sons e vozes. Analogicamente, isso significa que quanto mais quietude interior temos, maior capacidade teremos para observar, pensar e discernir as coisas.

O silêncio interior é essencial.


Quando temos muito barulho interior, temos menos capacidade de discernir o que deve ser feito, o que é correto, o que é oportuno, o que é inoportuno. E devido ao tumulto interior acabamos tomando decisões erradas e entramos em atividades no momento inadequado. Por isso o silêncio é prioritário.

É a não-existência que permite a existência.


O resgate deste vazio é a base do caminho espiritual. Sua importância pode ser sintetizada através da história que narra o encontro de um mestre com um discípulo que, na busca da confirmação do seu caminho espiritual, procura derrubar o mestre em um debate altamente metafísico, repleto de conceitos e teorias. Ao perceber o problema, o mestre oferece chá para o discípulo. Ao servi-lo, o mestre enche completamente a xícara e deixa o chá transbordar continuamente. Ao avisar o mestre que o chá está transbordando, recebe o seguinte ensinamento: “Pois é meu caro rapaz, quando a xícara está cheia, não cabe mais nada dentro dela. Por isso, o vazio interior é fundamental.” Em geral, nós estamos tão cheios, com tudo tão espremido e comprimido dentro de nós, que nos tornamos rígidos e sem espaço para a entrada de uma nova ideia, conceito ou energia.

Por isso os mestres taoistas dizem:

“Caminho é Vazio. Virtude é Vida. Vida que corre no Vazio é a Virtude que existe no Caminho.”






Um Mundo


Thomas Merton - Comunicação e Comunhão



“O nível mais profundo de comunicação não é comunicação, é comunhão. É sem palavras. Está além das palavras, além do discurso, além do conceito. Não que descubramos uma nova unidade. Descobrimos uma unidade antiga. Caros irmãos, já somos um. Mas imaginamos que não o somos. O que precisamos é recuperar a nossa unidade original.”




"O Nosso Livro" - 1º apontamento


Do sonho de uma noite iluminada pelas estrelas, materializou-se um conjunto de palavras imanadas por 22 corações, e irmanadas numa só intenção...a da Compaixão.
E assim nasceu 

" O Nosso Livro" composto pela inspiração de 22 autores.
 
Passaremos a partilhar convosco semanalmente um pequeno apontamento do texto de cada autor.
 
Este livro foi editado por Publicações Maitreya.
 
 
 
 
 
 
"Aceitar-se a si próprio, tal como somos, é dar-se a liberdade da vida, sem medo nem culpa, é dar-se assim à aceitação do outro na sua diferença"
 
Nicole Quesseveur

 

 

 

Dar Ternura, é dar a Luz da própria Alma

Mário Mercier

 

A Ternura


 

Falar de ternura é falar de amor. Em termos de floricultura podemos comparar a ternura ao perfume exalado por uma flor, que representa o amor.

Tal como existem belas flores mas sem aroma, existem amores sem ternura, que esmorecem mais cedo, porque isolam de si, a seiva que é a ternura…

Esta, não se aprende nem se ensina, pois ela existe latente em cada ser, mas pode ser despertada na partilha sincera dos mais nobres sentimentos. A ternura é inimitável na sua genuinidade, porque é a antítese do egoísmo e do orgulho.

É tinta indelével que se imprime nas palavras, toques, olhares, acções, candeias de luz que nunca se apagam, nem nas mais escuras noites da alma…

Mantém as características do mais sublime perfume, deixando o seu suave aroma em quem dá, e em quem recebe, é volátil, impregnando os locais por ande passa.

A ternura é uma qualidade branda, fluida, redentora e balsâmica, que flui do nosso interior, cura a terra, eleva os seres. Elo de comunhão, de síntese e fusão, de todas as diferenças.

A frequência da ternura, ao contrário do que possa parecer, não é fraqueza nem debilidade, mas sim, a mais pura expressão Crística, a do amor compassivo.

Queridos amigos, nestes maravilhosos Tempos de Mudança, formemos a Cooperativa da Ternura, na prática de sermos, em tudo, Ternura.

 

  

A.