Recomendamos esta palestra de Mathieu Ricard considerado por experiências científicas o homem mais feliz do mundo.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
“A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”
Esta frase do Mestre Jesus é proverbial para o “momentum”
actual. Por tantos esquecida e para outros tantos (especialmente os mais jovens) desconhecida, deve ser um alerta
para todos aqueles que se maquilham com as cores de teorias espirituais.
Duas leis se atropelam constantemente, por um
lado absorvem massivamente conhecimentos descontextualizados recortados dos
ensinamentos sagrados conforme o fim para que os usam
Por outro lado, e maioritariamente, desrespeitam
em duplicado essas mesmas leis cósmicas, porque tendo sido agraciados com o
conhecimento delas, não as colocam na prática das suas vidas.
Destas posturas, os exemplos, e os resultados,
tornam-se a face visível de expressões de vida em sofrimentos e desarmonias de
toda ordem, repetidos constantemente.
Quando confrontado com a armadilha que era a
pergunta que lhe colocaram porque sabia que a questão era de teor económico, Jesus
respondeu: “hipócritas, dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus”
- Nunca como hoje os seres humanos fizeram uso da
insegurança individual e espiritual dos outros para daí retirar dividendos materiais
e energéticos. Misturaram-se os caminhos da assistencialidade com práticas terapêuticas,
da confusão entre curador e curandeiro, promovem-se em organizado marketing a
ilusão da manipulação da essência de cada um pela via da compra de um
certificado espiritual. Profissionalizaram-se respeitadas correntes religiosas
e filosóficas cuja imagem hoje se confunde com uma montra de supermercado.
- Num período de grande insegurança financeira,
ouvem-se os gritos de protesto pela “perda de direitos” mas não se ouvem chamados
à união, ao trabalho comunitário, à reconstrução em pequenas células auto – sustentáveis
passiveis de viabilidade em bairros, famílias, aldeias, o regresso às
profissões férteis, productivas.
- Como nas épocas mais negras documentadas na
história da humanidade, também hoje se assiste passivamente às perdas, ao
sacrifício dos outros (emprego, casa, direitos, sobrevivência), num silêncio
delator do mais insensível estado do estatuto humano, que apenas é quebrado,
quando “a água chega aos pés de cada um”.
Então aí sim! cada pessoa, grupo
profissional, sindicato ou afins,
proclamam a revolta da perda da alteração das “suas” condições, sem nunca terem
analisado a legitimidade dessa conquista em relação com o direito das outras peças
da engrenagem que é uma sociedade, e que não usufruíam dessas condições ou
direitos.
E o teste Cósmico continua, repete-se vezes sem
conta nas mais variadas facetas do dia-a-dia de cada um, a cada acção…
O
enunciado é: em que grau está o teu egocentrismo?
…mas também lembra, amorosa e constantemente, que a escolha é individual, e um direito sempre presente…
Vozes da Terra
7 de Maio 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Wu Jyh Cherng - Chave do Céu
Chave do Céu
Como se abre a porta do céu? É preciso uma chave, essa chave é a “ação feminina”
Wu Jyh Cherng,
A porta do Céu é uma abertura para o universo maior. É o canal que leva a pessoa para uma consciência maior e ilimitada.
Na simbologia do I Ching, existe a trilogia do céu, da terra e do homem. O céu é a antítese da terra. A terra é finita e o céu é infinito. Pode-se medir o tamanho da terra mas é impossível se medir o tamanho do espaço. O portão do Céu se encontra dentro do homem e é uma abertura onde a consciência do homem pode se encontrar com a dimensão da infinitude.
Como se abre a porta do céu? É preciso uma chave, essa chave é a “ação feminina”. A ação feminina não é uma ação brusca mas sim uma ação suave. No I Ching, a linha Yang é a linha da força e a linha Yin é a linha da suavidade. Ação feminina é uma ação de suavidade. Não se pode abrir a porta do céu de forma brusca ou dura. Essa chave é a chave da não-chave. Para se abrir a porta do universo não se usa nem força nem conhecimento, mas sim o coração, através da ação feminina.
No imaginário ocidental, a ação feminina está próxima ao conceito da intuição. Na verdade, é algo mais amplo do que apenas a intuição.
Na prática mística entra-se nesse canal para se atingir o estado da infinitude da consciência e da vida. Não se abre essa porta através de pensamentos nem de força, mas sim de algo mais sutil. Então, é preciso ir sutilizando a consciência para fazer essa passagem. É uma passagem para o outro lado que é o infinito, sendo esse infinito de um tamanho infinitamente reduzido. Quanto mais sutil a pessoa se tornar, mais sutil também se torna a porta, apenas que sempre mais sutil do que a pessoa, então é preciso se
sutilizar ainda mais… Através da ação feminina, a pessoa vai se sutilizando cada vez mais até se igualar com a sutileza da porta do céu. Então se atravessa o vazio até o absoluto. A pessoa se torna o próprio vazio do absoluto. Nessa hora, faz-se a passagem para o outro lado. É uma viagem infinita que se vai entrando… entrando… entrando… entrando…
Na prática inicial da meditação sente-se essa sensação. É uma sensação de estar entrando dentro de um tubo e não ter mais o corpo físico, nem memória, nem pensamentos: apenas uma consciência sempre mais e mais sutil. Isso é abrir a porta do céu através da ação feminina. Esse conceito é importantíssimo em relação a nossa prática mística, pois permite alcançar um nível de consciência cada vez mais sutil até alcançar uma consciência ilimitada. Quando, por meio da meditação, se alcança esse nível de consciência, atinge-se o Vazio, alcança-se a Não-existência, a Abrangência.
A existência representa a manifestação, a criatividade. Ela é – num exemplo – como uma representação teatral, que tem o seu começo, seu durante e seu fim. Porém o espaço, o Vazio de que dispõe o teatro para que possa haver cenário, palco, espetáculo, trama, atores: isso é a não-existência. Essa não-existência é o Vazio que permite a forma existir. É o silêncio do teatro que permite a voz e o som dos atores serem ouvidos. Igualmente, em nossa vida, se tivermos um espaço em nosso coração, podemos abrigar as expressões da vida. Se existir um silêncio em nossa mente, podemos ouvir e expressar a sabedoria da vida. Por isso, no Taoísmo enfatizamos como prioridade o trabalho da meditação.
O que é o trabalho da meditação? É o trabalho do silêncio, o trabalho do Vazio. Fechamos os olhos, trazemos a consciência para o interior, tentamos reduzir os pensamentos e diálogos interiores para podermos ter o silêncio dentro de nós. Quanto maior o nosso silêncio, maior percepção desenvolvemos. Quando estamos no silêncio, podemos observar e perceber muito mais sons e vozes. Analogicamente, isso significa que quanto mais quietude interior temos, maior capacidade teremos para observar, pensar e discernir as coisas.
O silêncio interior é essencial.
Quando temos muito barulho interior, temos menos capacidade de discernir o que deve ser feito, o que é correto, o que é oportuno, o que é inoportuno. E devido ao tumulto interior acabamos tomando decisões erradas e entramos em atividades no momento inadequado. Por isso o silêncio é prioritário.
É a não-existência que
permite a existência.
O resgate deste vazio é a base do caminho espiritual. Sua importância pode ser sintetizada através da história que narra o encontro de um mestre com um discípulo que, na busca da confirmação do seu caminho espiritual, procura derrubar o mestre em um debate altamente metafísico, repleto de conceitos e teorias. Ao perceber o problema, o mestre oferece chá para o discípulo. Ao servi-lo, o mestre enche completamente a xícara e deixa o chá transbordar continuamente. Ao avisar o mestre que o chá está transbordando, recebe o seguinte ensinamento: “Pois é meu caro rapaz, quando a xícara está cheia, não cabe mais nada dentro dela. Por isso, o vazio interior é fundamental.” Em geral, nós estamos tão cheios, com tudo tão espremido e comprimido dentro de nós, que nos tornamos rígidos e sem espaço para a entrada de uma nova ideia, conceito ou energia.
Por isso os mestres taoistas dizem:
“Caminho é Vazio. Virtude é Vida. Vida que corre no Vazio é a Virtude que existe no Caminho.”
Thomas Merton - Comunicação e Comunhão
“O nível mais profundo de comunicação não é comunicação, é comunhão. É sem palavras. Está além das palavras, além do discurso, além do conceito. Não que descubramos uma nova unidade. Descobrimos uma unidade antiga. Caros irmãos, já somos um. Mas imaginamos que não o somos. O que precisamos é recuperar a nossa unidade original.”
"O Nosso Livro" - 1º apontamento
Do sonho de uma noite iluminada pelas estrelas, materializou-se um conjunto de palavras imanadas por 22 corações, e irmanadas numa só intenção...a da Compaixão.
E assim nasceu
" O Nosso Livro" composto pela inspiração de 22 autores.
Passaremos a partilhar convosco semanalmente um pequeno apontamento do texto de cada autor.
Este livro foi editado por Publicações Maitreya.
"Aceitar-se a si próprio, tal como somos, é dar-se a liberdade da vida, sem medo nem culpa, é dar-se assim à aceitação do outro na sua diferença"
Nicole Quesseveur
Dar
Ternura, é dar a Luz da própria Alma
Mário Mercier
A Ternura
Falar de ternura é falar de amor. Em
termos de floricultura podemos comparar a ternura ao perfume exalado por uma
flor, que representa o amor.
Tal como existem belas flores mas
sem aroma, existem amores sem ternura, que esmorecem mais cedo, porque isolam
de si, a seiva que é a ternura…
Esta, não se aprende nem se ensina, pois
ela existe latente em cada ser, mas pode ser despertada na partilha sincera dos
mais nobres sentimentos. A ternura é inimitável na sua genuinidade, porque é a
antítese do egoísmo e do orgulho.
É tinta indelével que se imprime nas
palavras, toques, olhares, acções, candeias de luz que nunca se apagam, nem nas
mais escuras noites da alma…
Mantém as características do mais
sublime perfume, deixando o seu suave aroma em quem dá, e em quem recebe, é
volátil, impregnando os locais por ande passa.
A ternura é uma qualidade branda,
fluida, redentora e balsâmica, que flui do nosso interior, cura a terra, eleva
os seres. Elo de comunhão, de síntese e fusão, de todas as diferenças.
A frequência da ternura, ao
contrário do que possa parecer, não é fraqueza nem debilidade, mas sim, a mais
pura expressão Crística, a do amor compassivo.
Queridos amigos, nestes maravilhosos
Tempos de Mudança, formemos a Cooperativa da Ternura, na prática de sermos, em tudo, Ternura.
A.
sábado, 4 de maio de 2013
Dar e Receber
"Dar e receber. Só se pode dar o que se recebeu; e,
quando se recebeu, há que ser capaz de dar. Toda a vida está baseada nesta
espécie de movimento perpétuo: o ato de receber engendra naturalmente o de dar;
e, enquanto se dá, não se deve parar de receber para se poder continuar a dar.
Haveria tantas coisas a dizer sobre o significado e a
importância destas duas palavras, receber e dar! De quem receber, como
receber?... A quem dar e como dar?... Há que aprender a receber do Céu e a dar
à terra. O que supõe que se saiba adaptar-se imediatamente às circunstâncias e
mudar de polaridade. Podemos chamar “maleabilidade” a esta qualidade.
Sermos maleáveis implica que permaneçamos sempre
vigilantes, atentos, para só atrairmos as correntes que descem do Céu para a terra
e nos tornarmos seus condutores. Todos os nossos órgãos, todas as nossas
células, devem impregnar-se da importância desta missão: receber e dar."
Omraam Mikhaël Aïvanhov
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Toques de Luz
Na Graça e na Luz da meditação de ontem à noite, enviamos o documento anexo. Sugerimos que atentem nas coincidências das características atribuídas a Kuan Yin em relação ao Rosário, a Saint Germain, e outras.
Gratidão profunda à Deusa da Misericórdia
MESTRA KWAN YIN
A
Mestra Compassiva
Por todo o Oriente altares dedicados
a esta Mãe da Misericórdia podem ser encontrados em templos, casas e grutas nos
caminhos. Orações à Presença dela e à sua Chama estão incessantemente nos
lábios dos devotos à medida que buscam orientação e socorro em todas as áreas
da vida.
Muito presente na cultura oriental,
Kwan Yin tem despertado interesse em seu caminho e ensinamento entre um número
crescente de devotos ocidentais, que reconhecem a poderosa presença da
"Deusa da Misericórdia", junto com a da Virgem Maria, como
iluminadora e intercessora da Sétima Era de Aquário.
A longa história de devoção a Kwan
Yin mostra-nos o caráter e o exemplo desta Portadora de Luz que não somente
dedicou sua vida a seus amigos, mas sempre assumiu o papel de intercessora e
redentora. Durante séculos, Kwan Yin simbolizou o grande ideal do Budismo
Mahayana em seu papel de bodhisattva (chinês p'u-sa), literalmente, "um
ser de bodhi, ou iluminação", destinado a se tornar um Buda, mas que
renunciou ao êxtase do nirvana, como um voto para salvar todas as crianças de
Deus.
O nome Kwan Shih Yin, como é
freqüentemente chamada, significa literalmente "aquela que considera,
vigia e ouve as lamentações do mundo". Segundo a lenda, Kwan Yin estava
para entrar no céu, porém parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.
Existe ainda muito debate acadêmico
relativo à origem da devoção à bodhisattva feminina Kwan Yin. Ela é considerada
a forma feminina de Avalokitesvara, bodhisattva da misericórdia do Budismo
indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século.
Estudiosos acreditam que o monge
budista e tradutor Kumarajiva foi o primeiro a se referir à forma feminina de
Kwan Yin, em sua tradução chinesa do Sutra do Lótus, em 406 A.C.. Dos trinta e
três aparecimentos do bodhisattva mencionados em sua tradução, sete são
femininos. (Devotos chineses e budistas japoneses desde então associaram o
número trinta e três a Kwan Yin.)
Embora Kwan Yin tenha sido retratada
como um homem até o século X, com a introdução do Budismo Tântrico na China no
século oitavo, durante a dinastia T'ang, a imagem da celestial bodhisattva como
uma bela deusa vestida de branco era predominante e o culto devocional a ela
cresceu em popularidade. No século nono havia uma estátua de Kwan Yin em cada
monastério budista da China.
Apesar da controvérsia acerca das
origens de Kwan Yin como um ser feminino, a representação de um bodhisattva,
ora como deus, ora como deusa, não é inconsistente com a doutrina budista. As
escrituras explicam que um bodhisattva tem o poder de encarnar em qualquer
forma - macho, fêmea, criança e até animal - dependendo da espécie de ser
que ele procura salvar. Como relata o Sutra do Lótus, a bodhisattva Kuan Shih
Yin, "pelo recurso de uma variedade de formas, viaja pelo mundo,
conclamando os seres à salvação". *
Pela lenda do século XII , do santo
budista Miao Shan, a princesa chinesa que viveu em aproximadamente 700 A.C. e
que se acredita tenha sido Kwan Yin, reforça a imagem da bodhisattva feminina.
Durante o século XII monges budistas estabeleceram-se em P'u-t'o Shan – a
ilha-montanha sagrada no Arquipélago de Chusan, ao largo da costa de Chekiang,
onde se acredita tenha Miao Shan vivido por nove anos, curando e salvando
marinheiros de naufrágios - e a devoção a Kwan Yin espalhou-se ao longo do
norte da China.
Essa ilha pitoresca tornou-se o
centro principal de adoração à Salvadora misericordiosa; multidões de
peregrinos viajavam dos mais remotos cantos da China e até mesmo da Manchúria,
Mongólia e Tibet para assistir ali às cerimônias religiosas. Houve época em que
havia mais de cem templos na ilha e mais de mil monges. As tradições narram
inúmeras aparições e milagres de Kwan Yin na ilha, sendo relatado que ela
aparecia aos fiéis em uma certa gruta local.
Na seita "Terra Pura" do
Budismo, Kwan Yin faz parte de uma tríade governante que é representada
freqüentemente em templos e é um tema popular na arte budista. Nessas pinturas
o Buda da Luz Ilimitada – Amitabha (chinês A-mi-t'o Fo e japonês Amida) está no
centro; à sua direita está o Bodhisattva da força ou poder, Mahasthamaprapta ,e
à sua esquerda está Kwan Yin, personificando a misericórdia infinita.
Amitabha, uma figura muito amada por
budistas que desejam renascer em seu paraíso oriental e libertar-se da
"roda do renascimento", é tido, num sentido espiritual ou místico,
como o pai de Kwan Yin. Lendas da escola Mahayana relatam que Avalokitesvara
nasceu de um raio de luz branca emitido pelo olho direito de Amitabha, quando
mergulhado em êxtase.
Assim, Avalokitesvara, ou Kwan Yin, é
considerada como o "reflexo" de Amitabha - uma encarnação posterior
de "maha karuna" (grande misericórdia), a qualidade que Amitabha
personifica em seu mais elevado sentido. Muitas figuras de Kwan Yin podem ser
identificadas pela presença de uma pequena imagem de Amitabha em sua coroa.
Acredita-se que a misericordiosa redentora Kwan Yin expressa a compaixão de
Amitabha de uma forma mais direta e pessoal, e que as preces a ela
dirigidas são atendidas mais rapidamente.
Como Avalokitesvara, ela também é
descrita com mil braços e números variados de olhos, mãos e cabeças, às vezes
com um olho na palma de cada mão, e é chamada "bodhisattva de mil braços,
de mil olhos". Nessa forma ela representa a mãe onipresente, olhando
simultaneamente em todas as direções, sentindo as aflições da humanidade e
estendendo seus muitos braços para as aliviar com expressões infinitas de sua
misericórdia.
Os símbolos característicos
associados a Kwan Yin são um galho de salgueiro, com o qual ela esparge o
néctar divino da vida; um vaso precioso, simbolizando o néctar da compaixão e
da sabedoria, traços do bodhisattva; uma pomba representando a fecundidade; um
livro ou um pergaminho de orações que ela segura em sua mão, simbolizando o
dharma (ensinamentos) do Buda ou o sutra (texto budista) o qual Miao Shan,
dizia-se, recitava constantemente; e um rosário adornando seu pescoço, através
do qual ela clamava aos Budas por socorro.
Imagens de Avalokitesvara
frequentemente mostram-na segurando um rosário; descrições de seu nascimento
afirmam ter ela nascido com um rosário cristalino branco em sua mão direita e
uma flor branca de lótus na esquerda. É ensinado que as contas do rosário
representam todos os seres vivos e o manuseio delas simboliza que
Avalokitesvara os está conduzindo para fora de seu estado de miséria e da roda
de repetidos renascimentos para o nirvana.
Atualmente Kwan Yin é reverenciada
por taoístas e também pelos budistas Mahayana - especialmente em Taiwan, Japão
e Coréia, e novamente em sua pátria, a China, onde a prática do Budismo havia
sido suprimida durante a Revolução Cultural comunista (1966-69). Ela é a
protetora das mulheres, dos marinheiros, dos comerciantes, dos artesãos e
daqueles que se encontram sob perseguição criminal, e é invocada
particularmente por aqueles que desejam progênie. Amada como a figura da Mãe e
mediadora divina que está muito próxima dos negócios diários de seu devotos, o
papel de Kwan Yin como madona budista tem sido comparado ao de Maria, a mãe de
Jesus, no
Ocidente.
Há uma confiança implícita na graça
salvadora e poderes curadores de Kwan Yin. Muitos acreditam que até mesmo a
mera invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado. Um dos
mais famosos textos associados à bodhisattva, o antigo Sutra do Lótus, cujo
vigésimo quinto capítulo, dedicado a Kwan Yin, e conhecido como o "Sutra
de Kwan Yin" descreve treze casos de desastres iminentes - de naufrágios a
incêndios, prisões, ladrões, demônios, venenos fatais e aflições cármicas - nas
quais o devoto é salvo quando se entrega ao poder de Kwan Yin. O texto é
recitado muitas vezes, diariamente, por aqueles que desejam receber os
benefícios prometidos. Os devotos invocam o poder e a misericordiosa
intercessão da Bodhisattva com o mantra OM MANI PADME HUM - "salve a jóia
no lótus", ou, como também tem sido traduzido, "salve Avalokitesvara,
que é a jóia no coração do lótus no coração dos devotos". Através do
Tibete e Ladakh, budistas têm inscrito OM MANI PADME HUM em pedras lisas
de oração, chamadas "pedras mani", como ofertas votivas a Avalokitesvara.
Milhares dessas pedras têm sido usadas para construir muretas-mani que ladeiam
as estradas que dão ingresso a aldeias e monastérios.
Os seguidores devotos de Kwan Yin
podem freqüentar templos locais e podem fazer peregrinações a templos maiores
em ocasiões importantes ou quando sofrem com um problema especial. Os três
festivais anuais realizados em sua honra acontecem no dia dezenove do segundo
mês (celebrado como o seu aniversário), do sexto mês, e do nono mês do
calendário lunar chinês.
Na tradição da Grande Fraternidade
Branca Kwan Yin é conhecida como a Mestra Ascensionada que carrega a função e o
título de "Deusa da Misericórdia" porque ela personifica as
qualidades divinas da lei da misericórdia, compaixão e perdão. Ela passou por
numerosas encarnações antes de sua ascensão há milhares de anos e aceitou o
voto de bodhisattva para ensinar aos filhos de Deus não ascensionados como
equilibrar seus carmas e cumprir seus planos divinos com serviço amoroso à vida
e a aplicação da chama violeta pela ciência da Palavra falada.
Kwan Yin é originária do planeta
Vênus e chegou à Terra juntamente com a comitiva de Sanat Kumara há 16 milhões
de anos, quando este tomava posse como Senhor do Mundo, na regência da Terra.
Como Mestra de Saint Germain , ela o acompanhou e inspirou em suas inúmeras
missões na Terra, com a intenção de ajudar a humanidade em sua elevação.
Kwan Yin precedeu o Mestre Ascensionado Saint Germain como Chohan (Senhor) do Sétimo Raio de Liberdade, Transmutação, Misericórdia e Justiça e ela é uma de sete Mestres Ascensionados que atuam no Conselho Cármico, um conselho de justiça que é o mediador do karma das evoluções de Terra - dispensando oportunidade, misericórdia e os verdadeiros íntegros julgamentos de Deus a cada corrente de vida na Terra. Ela é a hierarca do Templo etérico da Misericórdia situado sobre Pequim, na China onde ela mantém o foco de luz da Mãe Divina em favor dos filhos da antiga terra da China, as almas da humanidade, e os filhos e filhas de Deus.
Kwan Yin precedeu o Mestre Ascensionado Saint Germain como Chohan (Senhor) do Sétimo Raio de Liberdade, Transmutação, Misericórdia e Justiça e ela é uma de sete Mestres Ascensionados que atuam no Conselho Cármico, um conselho de justiça que é o mediador do karma das evoluções de Terra - dispensando oportunidade, misericórdia e os verdadeiros íntegros julgamentos de Deus a cada corrente de vida na Terra. Ela é a hierarca do Templo etérico da Misericórdia situado sobre Pequim, na China onde ela mantém o foco de luz da Mãe Divina em favor dos filhos da antiga terra da China, as almas da humanidade, e os filhos e filhas de Deus.
Retirado do site: Sabedoria dos
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