sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Agostinho da Silva

Homenagem ao grande Agostinho da Silva
 
 
Por Pedro Teixeira da Mota
 
 
«Para a vida posso dizer que vim importado, sendo a origem o céu das Ideias do velho Platão ou o vazio absoluto do Oriente, capazes até de serem dois aspectos do mesmo fundamental».
Neste dia 13 de Fevereiro nasce no Porto em 1906 Agostinho da Silva, discipulo de Leonardo Coimbra e Teixeira Rego e que, sem nunca ter ido à Índia, escreveu, falou e viveu como um dos seus mestres, especialmente no Brasil e em Portugal.

O círculo da vida seria para ele para ser aprofundado e iluminado pelos princípios das ordens monástico-militares, o culto franciscano e popular do Espírito Santo, a ilha dos Amores de Camões e dos Orientais, e o V Império da cultura do P. António Vieira, Fernando Pessoa e muitos outros....

Quanto ao Oriente, escreveu acerca do budismo e o taoísmo, Lau Tseu, Swami Vivekananda e Ramakrishna, e lançou muitas ideias sobre os modos de se continuar os Descobrimentos, combatendo o infiel que está em cada ser pela incapacidade de se assumir a si próprio, e coroando como imperador a criança pura, a criatividade absoluta, para que se venham a unir os vários povos numa comunhão audaciosa e imprevisível... Sonhos hoje cada vez mais utópicos perante o estreito cinzentismo dos atrasados espirituais que regem os destinos económicos dos seres e dos países...
Se estivesse vivo nos nossos dias seria capaz de galvanizar possivelmente uma forte invocação do Espírito Santo e, consequentemente..., um grupo esclarecido e determinado capaz de fazer frente a tanta manipulação e alienção e a tanta infidelidade à alma portuguesa, europeia, cristã e da humanidade...

Outras formas de Oração


Oração

O dia aí está de novo, como se o tempo desvanecido, na realidade não tivesse acontecido.

Por estes dias tudo se conjuga como se fosse uma canção, que da alma brota sem semântica ou erudição

Palavras simples, tão simples como o pão, ou o aroma doce dos frutos a florir aquém da estação

O silêncio ensurdecedor que do céu ecoa, convida a escutar as estranhas melodias doutras esferas

Que repetem vezes sem conta:

A essência do trabalho é a alegria - a da paz o bem-querer -  a do amor o servir.

Tem ainda um refrão…

Que todo pensamento, palavra, ou acção, sejam a nossa mais elevada oração

 

A.

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Oração




 
 

Outras faces do amor


 
A Face do Amor - Madre Teresa

de Navin Chawla



Pessoas de todas as esferas da vida têm experiências fascinantes para contar sobre a Madre Teresa. Eu entendo essas histórias como sendo lições de fé, paz, tolerância, bondade e compaixão. Seu trabalho – na verdade a continuidade do trabalho das Irmãs e Irmãos missionários da Caridade – tornou-se possível porque ela via uma manifestação de Deus em cada pessoa que servia. Acções como adoptar uma criança abandonada numa rua de Calcutá, ou ajudar um desamparado dormindo numa caixa de papelão numa noite fria de inverno na ponte de Waterloo em Londres, foram possíveis por causa da sua profunda convicção de que estava servindo a Deus. Caso contrário, como muitas vezes ela me disse: “Você cuida de uns poucos entes queridos, no máximo. Não é possível para você ajudar a todos. Nosso trabalho se torna possível porque para mim e minhas irmãs todos eles são de Deus.


Madre Teresa

Então, o trabalho que eu testemunhei ao longo dos anos – vestir as mãos ulceradas de pacientes leprosos em Titagarh, ou confortar aqueles que estavam morrendo em Kalighat em Calcutá, ou apenas chegar ao próximo – não só se tornou possível, como muitas vezes era cheio de alegria. Isto também ajuda a explicar a facilidade com que as irmãs sorriem.

Durante a nossa associação de 23 anos, havia muitas coisas que Madre Teresa me explicara de seu modo simples e espontâneo, que se tornaram mais significativas com o passar do tempo. Minha relação com ela cresceu para se tornar uma relação de confiança, muitas vezes se aprofundando com maior compreensão. No início, quando Madre Teresa falava comigo ou falava em público, parecia que ela estava falando verdades quotidianas e elas pareciam muito simples. Minha mente as aceitava por causa do respeito que eu tinha por ela – que se intensificou como não havia diferença entre as suas palavras e suas acções, entre os seus preceitos e sua prática, e devido ao facto de que ela podia entender os pobres, porque ela era pobre. Mas, ao longo dos anos, comecei a aplicar o significado de suas palavras, em seu sentido espiritual, em minha vida diária e elas começaram a afectar meu ser interior.

Logo depois de 1992, quando a minha biografia sobre Madre Teresa foi publicada, eu pensei em usar os direitos de autor do livro, que eu estava começando a receber, para causas sociais. Eu acreditava que um livro vendido no nome dela não devia permitir-me manter os lucros para mim. Eu coloquei-lhe meu dilema. Ela sugeriu que eu devesse pelo menos manter certa quantia à parte para a educação da minha filha. Ela incentivou a minha filha mais velha a estudar no exterior e deu uma referência para uma universidade no Reino Unido. O resto dos direitos de autor eu poderia dedicar à caridade, se eu quisesse, para os marginalizados, os deficientes e, especialmente, os afectados pela lepra, que tiveram um lugar especial no esquema criado por Madre T
eresa. Um dia, perguntei-lhe com que quantia eu deveria começar. Ela disse: “Não se perca nos números. Comece com humildade. Comece com um ou dois. Mesmo que tire do oceano apenas uma gota, ainda vale a pena fazer”.

Ao escrever a biografia dela, eu, por vezes, passei por momentos frustrantes que qualquer biógrafo vai entender. Eu me sentava num banco do lado de fora do seu escritório na Casa Mãe
, seu ashram em Calcutá. Às vezes, no decorrer de várias horas, eu fazia muitas perguntas, mas dificilmente seria capaz de conseguir uma ou duas respostas satisfatórias. Em cada questão era frequentemente interrompida, pois iria chegar alguém esperando para a conhecer. Naquela manhã, ela percebeu minha frustração e disse: “Este é o meu apostolado, eles vêm de longe eu tenho que confortá-los”. Quando eu pensei que finalmente poderia receber sua atenção exclusiva, ela recebeu uma mensagem de que um ciclone tinha a tingido a costa do Bangladesh, matando muitos e deixando milhares desabrigados. Ela imediatamente decidiu ir para Dhaka. Lembrei-lhe que os médicos não haviam permitido que ela nem sequer fosse lá abaixo, muito menos ir para Dhaka, e que seu marcador precisava de ser mudado na semana seguinte. Mas ela não obedeceu a nada disso e começou a prepara-se para sair. Esta não foi uma manhã particularmente frutífera para mim.

Madre Teresa nunca impôs sua religião. Ela nunca uma vez sequer, mesmo por inferência, sugeriu tal coisa. Ela sabia que eu era na melhor das hipóteses vagamente espiritual. Como muitas outras pessoas que eu conheço, eu só rezava em momentos de angústia. Com um sorriso, ela costumava dizer que orava por mim todos os dias, e ainda me pediu para aprender o poder da oração. Às vezes, quando ela distribuía o que ela chamava de seu “cartão-de-visita” (em que uma oração estava impressa), ela também entregava um para mim e, com um brilho os olhos, diria que talvez isso me ajudasse a aprender a orar. Que biógrafo improvável era eu então – não nascido em sua religião e só ocasionalmente espiritual, mas uma pessoa como várias outras a quem ela deu tão abundantemente, sem qualquer expectativa de retorno.

Cortesia da Revista
India Perspectives
E de Spiritus Site

 

Pensamentos de Mestre Omraam


 


“Quem não está convencido de que é desejável ser bom, honesto,
desinteressado, paciente, indulgente? Todos elogiam aqueles que
praticam essas virtudes, mas quantas vezes eles próprios não
são bons, nem honestos, nem desinteressados, nem pacientes, nem
indulgentes! E isso não os perturba muito, não lhes ocorre que
a verdadeira compreensão nunca deve estar separada da
realização.
A razão de ser dos exercícios espirituais é a de fazermos
vibrar todo o nosso ser, até as células das nossas mãos e dos
nossos pés, em sintonia com as verdades espirituais que
aceitamos intelectualmente. Devemos fazer descer ao plano físico
cada verdade com que contactamos, para impregnarmos com ela todo
o nosso ser. A verdadeira compreensão não se faz só com as
células do cérebro; ela faz-se também com as células do
coração, do estômago, dos pulmões, do fígado e de todos os
nossos órgãos. Sim, para que a nossa compreensão seja
completa, todas as células do nosso corpo devem participar. Se
as células dos outros órgãos não fazem corretamente o seu
trabalho, pouco a pouco as capacidades do cérebro são
igualmente diminuídas."

 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov




Homenagem ao grande  Mestre  Omraam Aivanhov

Outras vias de Conhecimento e Ascensão




Pontes de Arco-Íris


Pontes de Arco-Íris

 

As pontes que perduram são aquelas que não fazemos para nós mas para os outros

As que provavelmente não iremos atravessar, mas que iluminamos com risos de lua e raios de sol

Em cujas pedras desgastadas por passos seculares o nosso coração palpita renascido em cada travessia… envolto nas límpidas cores que o Céu alberga, em nós…


A.

11 de Fevereiro 2013
 
 
 

 

Ondas verdes

 
 

Ondas Verdes

Lembro-me de um campo numa manhã em maio
Com o céu cheio de sonhos que navegavam neste dia
Eu dançava através de ondas verdes de grama, como o mar
Por um momento eu podia sentir que eu era livre


Existem vagas de perdão e ondas de pesar
E as primeiras vagas de um amor verdadeiro eu nunca esquecerei
No campo aquela manhã que peregrinei sozinha
Havia ondas verdes de saudade para a vida
ainda desconhecida


Leve-me para casa, para o campo que embala meu coração
Onde as ondas chegam tão longe quanto você possa ver
Leve-me para casa, para os campos - Nós estivemos muito tempo distantes
Ainda posso ouvir você chamar por mim


Leve-me para casa, para o campo que embala meu coração
Onde as ondas chegam tão longe quanto você possa ver
Leve-me para casa, para os campos - nós estivemos muito tempo distantes
Ainda posso ouvir você chamar por mim


O que eu não daria para relembrar aquele estado celeste
Apenas um momento no tempo - tudo meu para criar
Assim como tomo meu ultimo suspiro, eu sei o que vou ver
La haverão ondas verdes para sempre esperando por mim


Leve-me para casa, para o campo que embala meu coração
Onde as ondas chegam tão longe quanto você possa ver
Leve-me para casa, para os campos - nós estivemos muito tempo distantes
Ainda posso ouvir você chamar por mim