segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Anima e Animus
Por
Vanilde Gerolim Portillo
Para
a Psicologia Analítica, o arquétipo da anima (termo em latim para
alma),constitui o lado feminino no homem, e o arquétipo do animus (termo em
latim para mente ou espírito), constitui o lado masculino na psique da mulher.
Ambos os sexos possuem aspectos do sexo oposto, não só biologicamente, através
dos hormônios e genes, como também, psicologicamente através de sentimentos e
atitudes.
Sendo
a persona a face externa da psique, a face interna, a formar o equilíbrio são
os arquétipos da anima e animus. O homem traz consigo, como herança, a imagem
de mulher. Não a imagem de uma ou de outra mulher especificamente, mas sim uma
imagem arquetípica, ou seja, formada ao longo da existência humana e
sedimentada através das experiências masculinas com o sexo oposto.
Cada
mulher, por sua vez, desenvolveu seu arquétipo de animus através das
experiências com o homem durante toda a evolução da humanidade.
Embora,
anima e animus desempenhem função semelhante no homem e na mulher, não são,
entretanto, o oposto exato. Segundo Humbert, “Anima e animus não são
simétricos, têm seus efeitos próprios: possessão pelos humores para a anima
inconsciente, pelas opiniões para o animus inconsciente.”
A
anima, quando em estado inconsciente pode fazer com que o homem, numa possessão
extrema, tenha comportamento tipicamente feminino, como alterações repentinas
de humor, falta de controle emocional.
Em
seu aspecto positivo a anima, quando reconhecida e integrada à consciência,
servirá como guia e despertará, no homem o desejo de união e de vínculo com o
feminino e com a vida. A anima será a “mensageira do inconsciente” tal como o
deus Hermes da mitologia Grega.
A
valorização social do comportamento viril no homem, desde criança, e o
desencorajamento do comportamento mais agressivo nas mulheres, poderá provocar
uma anima ou animus subdesenvolvidos e potencialmente carregados de energia,
atuando no inconsciente.
Um
animus atuando totalmente inconsciente poderá se manifestar de maneira também
negativa, provocando alterações no comportamento e sentimentos da mulher.
Segundo Jung: “em sua primeira forma inconsciente o animus é uma instância que
engendra opiniões espontâneas, não premeditadas; exerce influência dominante
sobre a vida emocional da mulher.”
O
animus e a anima devidamente reconhecidos e integrados ao ego, contribuirão
para a maturidade do psiquismo. Jung salienta que o trabalho de integração da
anima é tarefa difícil. Diz ele: “Se o confronto com a sombra é obra do
aprendiz, o confronto com a anima é obra-prima. A relação com a anima é outro
teste de coragem, uma prova de fogo para as forças espirituais e morais do
homem. Jamais devemos esquecer que, em se tratando da anima, estamos lidando
com realidades psíquicas, as quais até então nunca foram apropriadas pelo
homem, uma vez que se mantinham foram de seu âmbito psíquico, sob a forma de
projeções.”
Anima
e animus são responsáveis pelas qualidades das relações com pessoas do sexo
oposto. Enquanto inconscientes, o contato com estes arquétipos são feitos em
forma de projeções.
O
homem, quando se apaixona por uma mulher, está projetando a imagem da mulher
que ele tem internalizada. É fato que a pessoa que recebe a projeção é
portadora, como dizia Jung, de um “gancho” que a aceita perfeitamente. O ato de
apaixonar-se e decepcionar-se, nada mais é do que projeção e retirada da
projeção do objeto externo. Geralmente o que se ouve é que a pessoa amada
deixou de ser aquela por quem ele se apaixonou, quando na verdade ela nunca
foi, só serviu como suporte da projeção de seus próprios conteúdos internos.
Para
o homem a mãe é o primeiro “gancho” a receber a projeção da anima, ainda quando
menino, o que se dá inconscientemente. Depois, com o crescimento e sua saída do
ninho, o filho vai, aos poucos, retirando esta projeção e lançando-a a outras
mulheres que continua sendo um processo inconsciente. A qualidade, do
relacionamento mãe-filho, será essencial e determinará a qualidade dos próximos
relacionamentos, com outras mulheres. Salienta Jung: “Para o filho, a anima
oculta-se no poder dominador da mãe e a ligação sentimental com ela dura às
vezes a vida inteira, prejudicando gravemente o destino do homem ou,
inversamente, animando a sua coragem para os atos mais arrojados.”
Jung
define projeção da seguinte forma: “um processo inconsciente automático,
através do qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um
objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto. A projeção
cessa no momento em que se torna consciente, isto é, ao ser constatado que o
conteúdo pertence ao sujeito.”
Vanilde
Gerolim Portillo - Psicóloga Clínica - Pós-Graduada e Especialista Junguiana -
“A Paz que trago em meu peito “
“A paz que trago hoje em meu peito é diferente
da paz que eu sonhei um dia...
Quando
se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer,
repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de
algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A
paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na
fé...
Ter
paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou,
pelo menos, tentou... Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer... é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade... é ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insectos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes, quando alguém está irritado, quando a maledicência te procura, quando a ofensa te golpeia, quando alguém se encoleriza, quando a crítica te fere, quando escutas uma calúnia, quando a ignorância te acusa, quando o orgulho te humilha, quando a vaidade te provoca…
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.”
(Autor desconhecido)
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Esperança...per sempre...
Citação:
“a esperança emerge como uma presença que
acompanha e envolve os nossos desafios e os nossos sonhos, as nossas questões e
as suas respostas. Também a morte da esperança é a morte das pulsões generosas,
e das imagens de fogo que me tocam; é a morte do eu interior. A morte da
esperança marca o fim das minhas possibilidades, das minhas aspirações, das
minhas perguntas. Dito de outra maneira: a morte da esperança significa a morte
da partilha, da renovação. E da redenção”. A morte não é um acontecimento da
vida. Não há uma vivência da morte. Se se compreende a eternidade não como a
duração temporal infinita mas como intemporalidade, então vive eternamente quem
vive no presente. A nossa vida é infinita, tal como o nosso campo visual é sem
limites”.
Elie
Wiesel
O SANTO SER CRÍSTICO
O SANTO SER CRÍSTICO
Após a Presença I Am ter viajado através das 7 Esferas
e colorido seu Corpo Causal, é feitas a projeção do Corpo Crístico, ou Corpo
Mental Superior. Sua função é inspirar e proteger os corpos atômicos. O Santo
Ser Crístico vibra na Freqüência dos Anjos, a Quinta Dimensão.
O Cristo, para nós ocidentais, representa a
materialização do princípio Crístico. O Cristo é um estado de consciência e não
um ser. Jesus, o Nazareno, representou este princípio para a Humanidade. O
Representante Cósmico deste princípio é o Senhor Maitreya. Este é um dos
estágios que toda Humanidade deverá passar, na Viagem de volta à Casa do Pai:
“Ninguém pode ir ao Pai se não for através de Mim” – ou seja: ninguém poderá
elevar-se ao nível da Divina Presença I Am (ascensionar), sem antes manifestar
a Consciência Crística.
O Ser Crístico reside numa posição intermediária entre
o Corpo Eletrônico da Presença e os corpos atômicos. Este corpo opera numa freqüência
menor, mas jamais incorpora a imperfeição. Ele é incorruptível.
O Ser Crístico é o discriminativo que dirige a
inteligência, através da qual a Presença trabalha. Ele guia a personalidade
externa. É aquela voz interior, que algumas vezes nos dá lembretes para
fazermos certas coisas.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Esperança
Cântico da Esperança
Não peça eu nunca
para me ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.
Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las
no meu coração.
Não procure eu amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de mim.
Não deseje eu ansiosamente
ser salvo,
mas ter esperança
para conquistar pacientemente
a minha liberdade.
Não seja eu tão cobarde, Senhor,
que deseje a tua misericórdia
no meu triunfo,
mas apertar a tua mão
no meu fracasso!
Rabindranath Tagore
Não peça eu nunca
para me ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.
Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las
no meu coração.
Não procure eu amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de mim.
Não deseje eu ansiosamente
ser salvo,
mas ter esperança
para conquistar pacientemente
a minha liberdade.
Não seja eu tão cobarde, Senhor,
que deseje a tua misericórdia
no meu triunfo,
mas apertar a tua mão
no meu fracasso!
Rabindranath Tagore
Meditação
Perguntaram a Osho:
"Como podemos evoluir a partir da
colectividade, das nações, sem cairmos na barbárie dos egos singulares a
lutarem uns contra os outros?"
Osho:
" Toda a questão está centrada numa
coisa - estou a lembrar-me de uma parábola:
- Um grande mestre
estava sentado à beira-mar, na praia, e um homem que andava à procura da
Verdade foi ter com ele, tocou nos seus pés e perguntou:
- Se não te estou a
incomodar, gostava de fazer alguma coisa que tu me sugerisses, que me pudesse
ajudar a encontrar a Verdade.
O homem abanou a
cabeça e disse para si mesmo: "Este homem parece maluco. Eu faço-lhe uma
pergunta e ele fecha os olhos".
Abanou-o e voltou a
questioná-lo:
- Então o que dizes à
minha pergunta?
O mestre disse:
- Eu já respondi.
Senta-te simplesmente em silêncio... não faças nada, que a erva cresce sózinha.
Não precisas de te preocupar com isso - tudo vai acontecer. Senta-te simplesmente
em silêncio, aprecia o silêncio.
- Podes dar um nome a
isso? As pessoas vão perguntar-me o que é que eu estou a fazer.
Então o mestre
escreveu na areia com o dedo: Meditação.
- Isso é uma resposta
muito curta. Dá-me uma mais elaborada.
O mestre escreveu em
letras grandes: MEDITAÇÂO.
E o homem exclamou:
- Mas isso são
simplesmente letras grandes. Tu escreveste a mesma coisa.
- Se eu disser mais
do que isto, estará errado - explicou o velho mestre. Se queres entender isto,
faz simplesmente o que eu disse, que já vais perceber."
Osho:
Cada indivíduo precisa meditar, tem de se
tornar um vigilante silencioso, para que se possa descobrir a si mesmo.
E esta descoberta irá mudar tudo à sua volta.
E se nós pudermos mudar muita gente através da meditação, nós podemos criar um
novo mundo.
Muitas pessoas têm esperado durante séculos
por um mundo novo, mas não têm ideia de como o criar. Estou a dar-vos a ciência
exacta para o fazerem.
Meditação é o nome dessa ciência.
Do livro:Liberdade
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