domingo, 16 de dezembro de 2012

Amor maiúsculo



  Um homem de idade já bem avançada veio à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida.



  Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe sobre qual o motivo da pressa.

  Ele disse que precisava ir a um asilo de anciãos para, como sempre, tomar o pequeno-almoço com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.

  Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo facto de ele estar chegar mais tarde.


  - Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que ela não me reconhece.


  Estranhando, perguntei-lhe:
  - Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?


  Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse :
  - É . Ela não sabe quem eu sou, mas eu contudo sei muito bem quem é ela.

 Os meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía, e eu pensei :
- O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e também... do que já não é...".

 

Desconheço o nome do autor

 

Surpreendente Graça


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Reiki e os Portais


 

 

 “Eles (referindo-se aos Terapeutas daquela época) cuidam do ser.

Filon descreve-os como sendo filósofos cuja profissão é superior a dos médicos pois a medicina comum nas cidades daquela época "só cuida do corpo” enquanto a outra cuida também do psiquismo (psukas), que, preso por doenças penosas e difíceis de curar, como são o apego ao prazer, a desorientação, o desejo, a tristeza, as fobias, as invejas, a ignorância, o desajustamento ao que se é, e a multidão infinita das outras patologias (pathon) e sofrimentos"

 

Filon de Alexandria (filosofo judeu (contemporâneo de Jesus)

 

 

 

O Reiki e os Portais

 

 

Este título é em si mesmo sugestivo… porque afinal todos conhecem o Reiki como terapia, mas, (existe uma frase que não nos cansamos de repetir) o Reiki é: Uma terapia diferente….

Vamos então à descoberta dessa diferença…Comecemos por esclarecer o que é “terapia e “terapeuta” :

- Terapia: é um processo de cura

- Terapeuta: é o agente de cura

Para formar terapeutas existem escolas, institutos que com toda legitimidade e que dentro do seu campo de conhecimentos formam excelentes terapeutas.

Mas, o Reiki é diferente….

Prosseguindo à descoberta da tal diferença, e quando analisamos em profundidade as circunstâncias vivenciais da sociedade actual, exacerbadamente materialista, verificamos que os terapeutas (mesmo os chamados alternativos), estão já totalmente inseridos no que eu chamo a Matrix. Ou seja um sistema onde se faz a apologia da doença, e não o da cura. Este é o estado actual da nossa sociedade!

São tantos a quererem curar outros tantos, que na conivência e estimulados por lobbies poderosíssimos como são as mega indústrias farmacêuticas, tudo roda para alimentar a ideia generalizada de que somos doentes

Esta ideia está tão enraizada, que muitas pessoas que têm em si mesmas as ferramentas da cura, no entanto, continuam a preferir o auto-envenenamento sistemático pelos fármacos ou a recorrência a tratamentos milagrosos, ou máquinas sofisticadas, que apenas disfarçam os sintomas, ou têm o efeito placebo, sem nunca eliminarem a causa.

Outro aspecto, são os grupos que se dedicam a ajudar outros, e que ainda que não sejam movidos pelo interesse monetário, existe em muitos casos, um interesse subjacente e não identificado que tem a ver com a necessidade de se auto compensarem pela ascendência que possam vir a ter sobre outros seres. São várias as razões para estas posturas mas as mais comuns são: descompensação emocional, fuga às suas condições e facetas de vida, e ainda o ego…..

Existem umas partilhas da autoria de Trigueirinho referentes ao tema “Os curadores em oposição aos curandeiros” cuja leitura recomendamos. O sistema do curandeirismo, tal como o dos fármacos, atenua e disfarça por horas, dias ou até meses a sintomatologia, mas não cura a causa das desarmonias.

Explicar esse fenómeno, o do curandeirismo é simples mas demorado, tem a ver com manipulações energéticas, e não é tema de hoje, mas recomendo que leiam ou releiam esses textos.

Amigos… ninguém cura ninguém – Somos nós que nos curamos a nós próprios, e o ideal é, evitar, prevenir a doença…

Para tal, somos livres de exercer o direito de opção pela saúde ou pela doença. Para fazermos isso, temos antes de mais de nos conhecermos, e quando gradualmente vamos conhecendo este Ser que somos, em todas a suas vertentes, quando nos permitimos reconhecer as nossas facetas emocionais desalinhadas, quando nos permitimos abrir a mente para novas formas de estar e ser, quando permitimos ao nosso coração que se expresse pela sua verdade, a sua única verdade, que é o  Perdão e o Amor  Incondicional, nada, mas nada nos pode atacar em qualquer dos nossos campos dimensionais ou corpos.

Quando afirmamos que o Reiki é diferente, é pelo simples facto de que este tem duas vertentes, numa primeira e básica abordagem, o Reiki é realmente uma terapia, que actua no imediato, em qualquer área dos corpos e nivela, vitaliza, harmoniza, e abre os portais à cura. Mas quem tem que passar os portais é a própria pessoa, sejamos nós ou outro, que veio à procura de ajuda.

Mas, ninguém consegue passar os portais com as vestes que sempre usou, é preciso remodelar o fato, ……porque nós somos seres perfeitos, que ao longo das nossas múltiplas vidas fomos armazenando múltiplas estirpes de bactérias astrais ….

A outra faceta do Reiki é a vertente espiritual, porque a Energia é Sagrada, é a expressão do Espírito ao serviço, pela entrega total.

Reiki é o Espírito Santo…chega a todos? Ainda não! Mas, paira sobre todos, está ao alcance de todos no seu máximo limite de descida! Depois, toca-nos a nós elevar-nos, um pouquinho que seja, para que o encontro se dê.

Existem também os casos das curas chamadas milagrosas em que num simples passe magnético, num toque, num tratamento, alguém se cura de uma longa e difícil doença.

Nestes casos, que estão documentados ao longo da História e da qual Jesus é figura central, existem dois factores fundamentais, dois ingredientes que na sua fusão alquímica promovem o milagre:

- um desses elementos é o amor (mas um amor de qualidade e quantidade tão plena, que quando estamos em desarmonia não conseguimos sequer percebê-lo), este era o amor que Jesus emitia

- o segundo elemento, mas não menos importante, a contra- parte do milagre, é a Fé da pessoa que pede ajuda, o acreditar, o querer! ELE dizia-o sempre, quando um destes milagres ocorria “ A tua Fé te salvou”.

Aqui, e nos tempos actuais, o conceito Fé tem que ser acrescido pelo conhecimento, saber aquilo que somos, e optar, por aquilo que queremos ser e isto faz-se pelo desbravar o conhecimento.

Depois é só meter pés a caminho, o do meio, o TAO.

Ao trilhar o caminho, as pessoas adquirem uma expansão de consciência, reparem, não é uma nova consciência, porque ela é só uma, é a expansão da mesma.

Como um balão que estivesse amarfanhado pelas nossas pequenas mentes egoicas, pelas nossas emoções doentias, que de repente se solta dessas correntes, enche-se de ar puro e começa a subir e quanto mais sobe, obtêm-se, naturalmente, outras perspectivas, que por sua vez facilitam continuar a subida.

Nas civilizações antigas, remanescentes da Atlântida, entre elas a Egípcia, existiu e ainda existe, um grande saber oculto, que gradualmente vai sendo desvendado à humanidade, exactamente na proporção que cada ser tem capacidade para assimilar.

Este chega a cada um individualmente, e a capacitação de o perceber advém da altura a que está o nosso balão.

Nessa civilização fundaram-se as famosas Escolas de Mistérios, de onde saíram posteriormente grandes Mestres.

As pessoas que pelo seu trabalho e mérito conseguiam ser aceites nessas escolas eram chamados de Iniciados, que significa: procurar a conexão do homem com o Universo, a junção ou fusão da dualidade, o conhecimento do que vai além do físico, por outras palavras, ir ao encontro da metafísica, a superação da missão motivadora da nossa encarnação.

Caros colegas, amigos, vamos recuperar a compreensão e o respeito pela tradição, não a limitadora, mas a sábia, que nos ensina que o processo é por vezes longo, mas fascinante. Não se “formam” pessoas em Reiki, menos ainda por atacado….

Reiki, é um estado de consciência a atingir gradualmente, conforme vamos fazendo, e de que forma fazemos, o TAO (Caminho)….

Porque não é a ferramenta que faz o trabalhador, é a prestação e o equilíbrio do trabalhador que atrai a si, mais e melhores ferramentas…

E aí, emerge a Maestria, porque esta é algo que deve nascer de dentro para fora, e que se expande até tocar as fímbrias de outros seres.

Somos uma Família, em que cada um de nós é em si mesmo uma semente, que a seu devido tempo vai desabrochar, ser Água Viva para tudo o que o rodeia, ser a boa semente de outros campos, para o qual devemos ainda fortalecer-nos, que o caminho é longo.

 

TERAPIA vem de THERAPEUEN, palavra de origem grega e que significa INICIAÇÃO

 

Quando há uns anos aceitei a incumbência de guiar pessoas pela via do Reiki, fiz a intenção, e acredito que esta se tem concretizado, que mais que formar terapeutas, muitos daqueles a quem tive a honra de abrir o portal do Caminho do Coração, são hoje, INICIADOS, a quem reverencio com todo o meu amor, respeito e gratidão.

 

Namastê

 

 

Maria Adelina de Jesus Lopes

 

 
Portal, é um código individual, decifrado pelo trabalho aprimorado da essência de cada alma presente nesta dimensão.
 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pela Ronda

O Portal de Luz apoia a Ronda dos Sem Abrigo através da divulgação, e recebendo nas suas instalações os donativos que os nossos associados e leitores queiram partilhar com este Grupo que semanalmente distribui pão e amor pelos sem-abrigo da cidade do Porto.
Estes donativos compôem-se do que consta nos Sacos Ternura tal como podem ver no cartaz que segue:

- Pacotes de bolachas Maria
- Latas de salchichas
- Garrafas de água pequenas


 
A Ronda
 
É um carrossel feito de luar
Arca de pão, colo de mãe
Asas do sonho a recriar
É assim a modos que o som
De muitos corações a amar
 
A.
                                                      

Pie Jesus


Cartas Abertas

Boa tarde

Mais uma vez não consigo deixar de expressar a minha gratidão pela genial escolha do orador do passado domingo - Paulo Vieira de Castro.
Pessoa de um despretensiosismo arrebatador e, no entanto, portador de uma mensagem poderosa e edificante. É interessante analisar como aquilo que toca, que inspira, que promove o ser humano, são sempre as mensagens que fazem eco e testemunham o verdadeiro "eu" da pessoa, aquilo que constitui a sua essência real, fruto de vivências, de experiências muitas vezes de dor, de perda, de tentativas e erros, mas sempre de procura de caminhos onde o seu projecto de pessoa inteira, coerente, ética e espiritual, encontre formas de concretização. Se estamos despertos para este tipo de sensibilidade, reconhecemos e identificamos, por afinidade e sintonia esta matriz de valores naqueles que connosco interagem. Foi isso que senti relativamente a este Senhor. Sem máscaras, sem receitas, sem verdades absolutas , para além da necessidade, quase vital, de não abrir mão de valores como a bondade, a compaixão, o desapego, ele falou-nos de Humanidade ( Empresa Humana), de responsabilidade, de confiança, de resistência, fundamentos e sustentáculo da nova conciência que devemos promover e fomentar, primeiro em nós para que depois irradie para os outros, se eles estiverem dispostos a fazer a sua caminhada nesse sentido.
Estas são as tais coisas que não custam dinheiro, mas implicam escolhas conscientes, aceitar o risco de mudar, deixando ir o que tem de ir, aceitando o que vem. É um processo muitas vezes duro e solitário, onde não interessa mais o crescimento exponencial e desmesurado, mas o amadurecimento, a realização humana. Já não basta conhecer as regras do jogo, fazer eco delas, mas é preciso cumpri-las, trilhar o caminho com convicção e acção.
Se o fizermos desta forma, não mais seremos capazes de pactuar e dizer sim, se não for esse o desejo do nosso coração, se não for esse o anseio da nossa alma, pois esse anseio transcende tudo o resto. Assim é necessário, às vezes, que a alma grite de indignação, que a fasquia se eleve, sem medos, sem inseguranças nem falsos pudores.
É necessário que vivamos um novo enfoque relacional , baseado no cuidar, no cooperar, no aceitar. Só assim se estruturam homens e mulheres capazes de alcançar o mais alto patamar ético - o da espiritualidade.

Namasté.

Ana Maria Miranda

Eckhart Tolle


Sublime gratidão

A todos os que colaboraram para o êxito da 1ª Jornada do Livro que decorreu no passado fim-de-semana:

 
Aos colaboradores directos
Aos  autores dos livros
Aos criadores dos artigos presentes
Aos participativos visitantes...
 A Publicações Maitreya pela ímpar generosidade..e especialmente...
À Égregora de Luz que nos acompanhou


O nosso bem-haja

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Especialíssimo fim-de-semana


OS SEXALESCENTES



 
Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentesé a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.

São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.


Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar....

Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.

Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.

Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos senti mentais.


Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos.
Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra...

.... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!
Mirian Goldenberg