quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reflexão pertinente para os dias actuais


Amigos, companheiros de caminho:
 
Sabemos o quanto as condições que grassam no ciclo temporal que estamos a viver, lançam as pessoas, cegamente, na procura de equilíbrio, de respostas, de soluções às suas desarmonias, dores, frustrações e sofrimentos.
Esta busca desenfreada e irreflectida gera a oferta de “ guias e santeiros iluminados” que proliferam por todo lado.
Sugere-se cautela e reflexão…a via da transposição dos degraus da nossa consciência, e consequentemente da obtenção das condições de uma vida pacífica, harmoniosa, feliz, passa pelo auto - conhecimento cujas ferramentas básicas são:
 
Estudo individual ou grupal – Leitura – Compreensão de Quem Somos - Meditação – Práticas Altruístas
 
Esta é a receita/milagre para as transformações individuais, que por sua vez se reflectem no colectivo e no planeta.
O Guia Supremo é o  Ser Interno a quem damos voz pelo trabalho consciente de cada dia, e que gradualmente abre as portas de acesso a dimensões onde habitam as Entidades Superiores, que, em nenhuma circunstância, invadem corpos ou mentes ou transferem sofrimento, mensagens ou energias de baixa vibração aos seus canais!
Na postura eclética que nos é habitual, enviamos de seguida um texto de Allan Kardec para o qual recomendamos uma leitura ponderada.
 
Na Paz e na LUZ
 
A.
 
 
Passamos a citar:
 
"Sabemos que os Espíritos estão longe de possuir a soberana ciência e que se podem enganar; que, por vezes, emitem ideias próprias, justas ou falsas; que os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso, aquilo que é racional daquilo que é ilógico. É por isso que nada aceitamos de olhos fechados. Assim, não haveria ensino proveitoso sem discussão. Mas, como discutir comunicações com médiuns que não suportam a menor controvérsia, que se melindram com uma observação crítica, com uma simples observação, e acham mal que não se aplaudam as coisas que recebem, mesmo aquelas lançadas de grosseiras heresias científicas? Essa pretensão estaria deslocada se o que escrevem fosse produto de sua inteligência; é ridícula desde que eles não são mais que instrumentos passivos, pois se assemelham a um actor que ficaria ofuscado, se nós achássemos maus os versos que tem de declamar. Seu próprio Espírito não se pode chocar com uma crítica que não o atinge; então é o próprio comunicante que se magoa e transmite ao médium a sua impressão, o que faz com que muitas canalizações percam credibilidade.

Por isto o Espírito trai a sua influência, porque quer impor as suas ideias pela fé cega e não pelo raciocínio ou, o que dá no mesmo, porque só ele quer raciocinar. Disso resulta que o médium que se acha com tais disposições está sob o império de um Espírito que merece pouca confiança, desde que mostra mais orgulho que saber. Assim, sabemos que os Espíritos dessa categoria geralmente afastam seus médiuns dos centros onde não são aceitos sem reservas.

Esse capricho, em médiuns assim atingidos, é um grande obstáculo ao estudo. Se só buscássemos o efeito, isto seria sem importância; mas como buscamos a instrução, não podemos deixar de discutir, mesmo com o risco de desagradar aos médiuns. (...) Aos seus olhos, os obsedados são aqueles que não se inclinam diante de suas comunicações. Alguns levam a sua susceptibilidade a ponto de se formalizarem com a prioridade dada à leitura das comunicações recebidas por outros médiuns. Por que uma comunicação é preferida à sua? Compreende-se o mal-estar imposto por tal situação. Felizmente, no interesse da ciência espírita, nem todos são assim (...)".
 
Devemos ter o bom senso de analisar criteriosamente tudo o que venha dos Espíritos”
 
Allan Kardec
 
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Meditação


Meditação, um caminho de cura e ascensão


Os beneficios da meditação por Eckhart Tolle


A Meditação e a Saúde


A Meditação e a Saúde

por Carlos Amaral


Facilmente entendível, as impurezas físicas nas nossas células têm o seu equivalente na mente. Por outras palavras, o temor, a raiva, a avidez, a compulsividade, o ciúme, a dúvida, e outras emoções negativas, são impurezas psíquicas que intoxicam a mente e turvam a nossa postura interna e externa, endógena e exógenamente, afectando a nossa vida e a nossa auto-realização a todos os níveis. Quando operando a nível quântico, a nível energético, essas “toxinas” podem ser mais destrutivas do que qualquer toxina química. Como bem poder-se-á imaginar, a ligação mente/corpo transforma atitudes negativas em toxinas químicas, isto é, nas chamadas “hormonas do stress” que têm sido relacionadas a tantas patologias.

As muitas técnicas de meditação são praticadas há milhares de anos. Inicialmente, o seu objectivo era ajudar as pessoas a aprofundar o seu conhecimento sobre as “forças sagradas e místicas” da vida. Ainda, para muita gente, a meditação continua sendo uma prática espiritual e religiosa. As variações da prática de meditação estão presentes em todas as religiões do mundo. Mas, felizmente, para um crescente número de pessoas a meditação serve para “limpar” a mente e focar a atenção no momento.

A meditação é uma prática da Medicina Complementar e Integrativa, que se encaixa na categoria de técnicas do corpo e da mente. Este tipo de terapia – reforça a comunicação entre o corpo, a mente e a psique. Há diferentes “caminhos” para a meditação. Geralmente, quando o indivíduo está meditando, está concentrado. O foco da sua concentração pode ser qualquer coisa – um objecto, um som, ou mesmo, a sua própria respiração. A meta da meditação é, sem sombra de dúvida, o enfoque da atenção naquele particular momento, tirando as preocupações da mente.

 

A meditação não é usada no lugar das terapias tradicionais, como os medicamentos que qualquer médico prescreve. Ao contrário, dever-se-á utilizá-la como complemento de outros tratamentos. A meditação também pode ser usada por pessoas com perfeita saúde, como meio de reduzir o stress do dia-a-dia e todos os transtornos provocados pelo mesmo, tal como o envelhecimento precoce.

O “Departamento de Ciências Psiquiátricas e do Comportamento” da Universidade de Emory, em Atlanta – Estado Unidos da América, tem desenvolvido nas últimas décadas um intenso e rigoroso estudo sobre a Meditação e a Saúde, tendo chegado à conclusão que uma boa prática de meditação diária, sob a superintendência de pessoa devidamente habilitada e com muita experiência, pode grandemente beneficiar a saúde no seu todo, desde reduzir o stress diário até ao melhoramento da função cognitiva dos indivíduos de todas as idades. Nestes estudos, examinaram in loco como a prática regular da meditação afecta positivamente o normal declínio da zona cinzenta do cérebro relacionado com a idade. Assim, esse importante departamento de investigação concluiu, que a regular prática diária da meditação tem efeitos neuro-protectores e pode reduzir a decadência cognitiva associada com o envelhecimento normal. Para além desta excepcional conclusão científica, verificaram outras importantes preponderâncias na saúde, tais como: na hipertensão arterial, na hipercolesteremia, na ansiedade, na depressão (tanto endógena quanto exógena), em algumas patologias cardiovasculares, nas alergias, na asma, nas dores crónicas, nas artrites, entre tantas outras deficiências de saúde.

Ditosamente, aos poucos a prática da meditação tem sido mais divulgada hoje em dia, até pelos colegas alopatas é muito mais conhecida e adoptada. Lembro que, há vinte e oito anos atrás, quando comecei a minha prática profissional em Portugal, precisamente aqui nos Açores, tudo sobre esta matéria era desconhecido e até repelido como algo “demoníaco”... Enfim, coisas de outros tempos e de outras mentalidades! Mas, apesar da moderna e positiva atitude para com a sua prática, mesmo na área terapêutica, e além de fazer parte da humanidade há séculos, ainda hoje em dia encontramos muitas pessoas que por falta de informação adequada deixam de beneficiar desta maravilhosa técnica milenar.

Realmente, não podemos negar que o mundo hoje invade o nosso quotidiano e até mesmo os nossos momentos de descanso e satisfação com pressões que se acumulam todos os dias e a todas as horas, tumultuando a nossa mente, tornando assim cada vez mais difícil retorcer para dentro de nós mesmos e visualizar as causas das nossas angústias. Também, sabemos que as respostas para a maioria das nossas perguntas estão dentro de nós, mas as pessoas insistem em buscar as respostas adequadas fora delas, demorando cada vez mais para se encontrarem. E a meditação é um dos caminhos para esse “encontro” com nós mesmos. A prática diária da meditação ajuda-nos a limpar a mente, ampliando a capacidade de lembrança, proporcionando prodigiosos insights que podem ajudar a resolver muitos problemas que parecem não ter solução. E tudo começa com o fechar dos olhos, ou então, deixá-los semi-cerrados, relaxando os músculos, tranquilizando a respiração. Como poderão verificar, tão simples e tão poderoso! Contudo, algumas pessoas que eu bem conheço, e outras tais que nunca se acercaram, alegam que não meditam por falta de tempo, mas se precisam ir consultar o médico, conseguem logo um tempinho, depois mais outro tempinho para irem à farmácia comprar os remédios, que quase sempre são paliativos, quando possuem um recurso poderoso, que só depende delas e ainda assim, vão tão longe... Mas isso faz-nos reflectir o quanto essa questão está totalmente relacionada com a falta de confiança em si mesmo. É preciso quanto antes reflectir sobre este tão importante assunto!
Bem Hajam!


O Autor:

Carlos Amaral, Venerável Lama Khetsung Gyaltsen
Mestre em Naturopatia;Especializado em Medicina Ortomolecular; Medicina Homeopática; Medicina Homotoxicológica; Medicina Ayurvédica e Tibetana;Doutorado em Religiões comparadas e em Metafísica;Investigador em Psicologia Transpessoal & Regressão Memorial;Professor de Budismo, Meditação Tibetana, Raja-Yoga, Kryia-Yoga e Karma-Yoga; Autor e Palestrante.

Atitude Interior - Livro dos Essénios


 

Aquele que se ocupa em tratar dos corpos vê sempre
Abrirem-se as portas das almas.
- Chemins De Ce Temps-Là

“ Atitude Interior"

Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz.
A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias.
Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
Embora antes da época dos essénios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:


"Existem duas maneiras de realizar os factos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém dos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
"O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "


Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.


O Desejo

Frequentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto...
Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, frequentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário, ele pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
Para o terapeuta, o desejo de curar frequentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
Certos doentes não se querem curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de facto, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde frequentemente a emoção, que parte do terceiro chacra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele E, e frequentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.


O Julgamento

Esse amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de uma constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amorterapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram.
Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "
Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.


A Compaixão

É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo!
Por ocasião da minha aprendizagem, na época essénia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
"Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krimel.


A Transmutação

"Não se destrói o mal... "
Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa. Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.


Atitude Exterior

"Boa vontade não basta... "


Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito frequentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
"De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar consequências.
Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chacra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão". Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.

 


Excerto retirado do Livros dos Essénios

 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Casa Índigo: Actividades: Seminário Índigo Cristal

Casa Índigo: Actividades: Seminário Índigo Cristal

Actividades

Seminário Índigo Cristal

A Pedagogia Multicolor do Novo Tempo!

Seminário Índigo CristalAs crianças hoje nascem diferentes, elas mudaram!... Elas nascem cada vez mais multidimensionais não apenas ao nível da cor, como da própria energia e vibração que as envolve. Assim que nascem abrem os seus olhitos e fixam-nos profunda e seriamente, como que perguntando: Será que vocês sabem quem eu sou?...
Com crianças diferentes a nascerem e viverem já connosco, como deve ser a dinâmica de uma nova Pedagogia no 3º Milénio?
Elas apresentam uma personalidade forte, bem vincada e sabem o que querem, como o querem e o que não querem, presenteando-nos desde o berço com o seu “narizinho empinado
Realmente elas nascem com muita personalidade, com um olhar profundo, interrogativo e cheio de sabedoria…
O papel e a missão do “educamor” (educar com amor) hoje é bem diferente do que era antes. Estas crianças são um grande desafio e a grande esperança do Novo Tempo…
A Pedagogia de hoje e de amanhã é uma verdadeira arte, que todos temos que aprender, pois temos que consciencializar que a partir de agora nada mais vai ser como dantes…A partir de agora temos que ser co-criadores de uma nova humanidade, com uma nova consciência de grupo, na qual a Unidade do Todo faz tanto sentido que a individualidade e o ego passarão para segundo plano e deixarão de ter expressão.
Como será essa transformação? Ela passa definitivamente por novas aprendizagens…
Por uma nova vivencia consciencial de que Pedagogia é Arte e Amor!
Público Alvo
O Seminário Índigo Cristal é especialmente dirigido a jovens, adultos, pais, educadores, profissionais da educação e da saúde, psicólogos, terapeutas e a todos os que se deixam fascinar por estes temas sempre actuais.
Seja ousado… Invista em si, invista no futuro e inscreva-se no Seminário Índigo Cristal.



Primeira Parte:

Desenvolvimento dos seguintes temas:
  • Pedagogia é Arte / Missão / Evolução / Co-criação;
  • Mudanças necessárias para criar uma nova Pedagogia;
  • As múltiplas Inteligências e as crianças de hoje;
  • Valorização e sintonização com a multiplicidade e diversidade;
  • Descoberta e activação do potencial genético, energético e vibracional de todas as nossas crianças;
  • Inteligências multifacetadas necessitam de Pedagogia Transversal e abrangente;
  • Atenção, Co-criação e Habilidades Psíquicas Inatas;
  • Pedagogia de valores: consciencialização e responsabilização; e
  • Novo papel da Pedagogia na Escola, Família e Sociedade de Informação, papéis sociais interactivos.

Segunda Parte:

Apresentação do documentário filmado: "A Evolução Índigo", um filme de James Twyman com Neal Donald Wash, Doreen Virtue e muitos outros grandes senhores da arte, ciência e pedagogia, seguido de discussão e debate.


FICHA TÉCNICA
Local:
  • Associação Portal de Luz
    Rua Antero de Quental, 241, 2º andar
    Porto, 4050-057
Horário:
  • Sábado, dia 20 de Outubro, das 9:30 às 18:00 horas
  • Marque atempadamente!
Investimento:
  • O Seminário tem um valor total de 75 euros
Material necessário:
  • Roupa confortável e clara;
  • Um bloco de notas.
Evento na Facebook
Mais Informação:
Orientação:
Outras Actividades:

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Chama Violeta




 

 

Cascata violeta de fogo ígneo, purificador, transmutador, libertador, pacificador...










Deusas, acordem....


Deusas, acordem....

 

O equilíbrio do conceito “respeito” é delicado. As diferenças entre ajuda e intromissão são por vezes muito ténues. A barreira entre tolerância e julgamento, é, na maior parte dos casos, formada apenas pelo nosso ego, conspurcado pela informação exterior e manipulativa.

O nosso mundo “civilizado”, critica asperamente os costumes de outros povos, ao ponto de, colocarem entraves e proibições a certos usos e costumes; e dado o tema desta entrega, refiro-me em concreto às vestes das mulheres árabes, cujos hábitos vão ser proibidos em alguns países europeus.

Se alguém se sente desrespeitado por conviver com mulheres vestidas com “burka”, será que algum dia pensaram na indizível falta de respeito para com a mulher, exposta nua por todos os lados com fins comerciais?

Na Europa e noutros países chamados de primeiro mundo, onde se usa o corpo da mulher como produto vendável, como chamariz, aonde está o respeito?

Quantos modelos de “burkas” existem?

Cremos estar na hora de cada povo, reparar e transformar as suas próprias  “burkas” entre outras:

 

- A violência doméstica, onde a ignorância, o baixo nível educacional, o álcool, a tradição machista, provocam ainda milhares de vítimas.

- O preconceito profissional, onde o facto de ser mulher, a faz ter condições de trabalho e salariais inferiores às dos homens.

- A injustiça social, onde a mulher e a criança são as mais prejudicadas, pelo simples facto de a mulher continuar a ser “o três em um” ,  companheira - profissional – mãe, desdobrando-se em horas de trabalho e responsabilidade.

- A derrocada do sistema educacional, a única base sustentadora de toda civilização evoluída. Filosofia e saberes ancestrais, princípios familiares e sociais, são agora substituídos pelas normas das leis de mercado e concorrenciais.

- A horrenda hipocrisia social, que cria dispositivos para o aborto, e, paralelamente cria, ainda mais, dispositivos que estimulam a uma sexualidade desregrada, onde impera a ignorância sobre este tema sagrado e fundamental, para a qualidade de vida das pessoas.

- A prestação da Religião Católica (maioritária em muitos países) que em pleno século XXI, mantêm ainda nos seus cânones, a descriminação, a segregação, o desrespeito pela Mulher. Nos três primeiros séculos da nossa era, o Cristianismo original, do qual a Igreja Católica se apossou e adulterou, regia-se pelo respeito e igualdade para com todos os Seres, fossem homens ou mulheres.

Tanto mais haveria a dizer, mas mais importante que o debruçar sobre o imperfeito, é ganharmos consciência que somos nós, todas, e cada uma, que podemos criar a perfeição.

Na tomada de decisão individual, na rejeição da manipulação de que somos alvo constante pelos meios informativos, no reavivar o Sagrado Feminino, podemos, e vamos criar, o mundo que desejamos para aqueles que virão.

Que o nosso exemplo, e por ressonância, chegue a todos os cantos do mundo, que possa derrubar barreiras de tradicionalismos arcaicos e cruéis, mas principalmente que promova o respeito pela postura e vontade individual de cada Ser.

 

Deusas, acordem....

 

A.