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quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Consciência por Pedro Elias


A Consciência

Vejo a Consciência como a dimensão Interna do Ser, a sua verdadeira identidade, aquilo que somos em Essência.

Um Ser verdadeiramente consciente é aquele que está em plena sintonia com a sua Alma. Assim sendo, essa Consciência é atemporal, não está confinada ao espaço nem ao tempo, não é nova nem antiga, mas aquilo que sempre foi.

Dentro desta perspectiva, a questão coloca-se de uma forma binária, ou seja, se estamos ligados com essa essência ou não. Ela está sempre presente, como sempre esteve, mas as distracções do mundo impedem-nos, muitas vezes, de a percebermos.

Vivemos tempos onde o ruído de fundo é bastante intenso, principalmente dentro dos círculos espirituais, onde raramente se pode sentir esse Aroma da Alma, tais são as distracções. Ficamos fascinados com os cursos, com as palestras, com o conhecimento, com as práticas e as teorias, e perdemos o contacto com esse Silêncio dentro de nós que é a única porta que nos pode levar à verdadeira Consciência, que não é nova, pois sempre esteve ali à nossa espera.

Mais que nunca, estes são tempos de cultivar esse Silêncio e permitir que as fragrâncias do Espírito se possam expressar através de nós, de forma simples, nas tarefas diárias com que a vida se desenrola neste plano dimensional, sem fugir de nada e integrando tudo. Apenas este contacto pode levar à transformação do mundo para um novo ciclo de Paz e Harmonia, sem o qual, estaremos a repetir as velhas formas, mesmo que bem intencionadas, e a perpetuar no tempo o modelo antigo, mesmo que travestido em novas cores e brilhos.

Paz Profunda,
Pedro Elias

terça-feira, 29 de maio de 2012

Precisa de alguma coisa?



Precisa de alguma coisa?




Aquilo que precisamos, retorna a nós, rigorosamente, na proporção, medida, e “qualidade” daquilo que doamos



Focalizemos a nossa reflexão sobre os receptores, aqueles que por norma, recebem.

Abundante é o acervo de pareceres acerca do conceito de doação quando gerado num verídico altruísmo. Quando doamos em generosidade, abrimos as comportas, iniciamos o processo de partilha, este só se completa, na medida da receptividade e ressonância frutífera, à nossa doação.

Nestes maravilhosos e únicos tempos de mudança, são inúmeras as fontes que o Universo colocou à disposição dos sequiosos do saber, do relembrar. Também nestes casos, se aplica a máxima “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”.

As escolhas que fazemos, e em tudo na vida, são a emissão de onda que vai retornar a nós, mais fortalecida, com o conteúdo que emitimos ou que sonegamos. Qual o teor nutritivo desse conteúdo que aproveitamos como receptores? Proveito, gratidão, passagem de testemunho? Sofregamente bebe-se de todos os açudes, sem se retirar o real provento dos mesmos…tão simplesmente porque, detemos o fluxo, barricamos em nós o conhecimento, a dádiva, e como uma pequena semente sem terra, esta morre, sem ter sequer nascido. Maioritariamente, ainda, os que buscam dádiva, consolo, serviços, raramente se colocam no papel de doadores, de consoladores, de servidores…

O nosso quinhão de terra, aquele onde podem germinar as nossas sementes, é a partilha franca, despojada.

Na procura de respostas e bem-estar, procura-se aconchego na proximidade de outros seres com as mesmas inquietações, no entanto, ética e responsabilidade se requer e impõe. O cuidado primordial a ter é de manter o circuito energético em expansão, em doação, seja no nível individual, seja no grupal. Se o foco de trabalho se centra no individualismo egocêntrico movido pelo anseio básico de “receber” a corrente sinergética torna-se num processo de retro alimentação viciada e tóxica, e mantém-se igual, como um charco de águas paradas.

As Leis Cósmicas são imutáveis e sempre presentes…Carma = Causa e Efeito…




“Só recebe quem estiver preparado para dar” Gandhi


A simplicidade deste ensinamento antigo é Lei : recebemos em conformidade com o que doamos!

Trabalho, presença, conhecimentos, meios, todos temos algo para doar, sem ser o que nos sobeja, mas aquilo que nos faz bem… o que aprendemos, o que recebemos, são as sementes que nos tocaram, e a seara, está ao nosso lado…

Meus Queridos, nestes Tempos de Mudança, vamos mudar a agulheta que norteia os nossos medos! A saúde, a abundância, a paz, a alegria, são o resultado da libertação do foco na carência, no individualismo egoico, no comodismo.

Vamos espraiar a nossa Luz por esse imenso espelho que são todos os que nos rodeiam. Vamos elevar a vibração do nosso coração, que por ressonância, envolva tudo e todos no Planeta.


“Paz na Terra aos Homens de Boa-Vontade”



A.


29 de Maio de 2012


http://magdal-eder.blogspot.pt/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Prática



"A palavra chave de nossos tempos é prática. Nós temos toda a luz de que precisamos, temos apenas que pô-la em prática"

A Peregrina da Paz

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Velho Varredor -


O Velho Varredor



Era um velho inculto e muito primitivo, mas imensamente motivado em querer dar um sentido aos últimos anos da sua existência e encontrar a verdadeira paz interior. Por isso dirigiu-se a um mosteiro e bateu à porta. Quando os monges o receberam, explicou-lhes que o devorava a ansiedade de progredir espiritualmente e encontrar a incomensurável paz interior, pedindo-lhes que lhe permitissem ficar com eles. Os monges aperceberam-se imediatamente da ignorância e falta de cultura do ancião, mas também de que era um homem de coração e com uma motivação sincera.

Não quiseram, pois, subestimá-lo. Que fazer? Não estava nem sequer preparado para ler as escrituras ou seguir os cerimoniais. Decidiram então permitir-lhe, para que ficasse no mosteiro, que se convertesse no varredor do pátio e encarregaram-no simplesmente de varrer o pátio todos os dias. O ancião aceitou muito agradecido. Os meses passaram. Todos os dias, atenta e primorosamente, o ancião varria o pátio, evitando que ficasse a menor sombra de lixo.
Paulatinamente, os monges começaram a aperceber-se de que se estavam a verificar evidentes mudanças no ancião: ternura contagiante, os olhos irradiavam afecto e todo o seu ser exalava uma paz inefável. A que se devia tudo aquilo? Qual era o seu segredo, interrogaram-se os monges, uma vez que todos eles com os seus ritos e leituras sagradas, não tinham conseguido essa mutação tão desejada, essa energia de afecto e imparcialidade que o ancião inspirava? Por isso decidiram perguntar-lhe abertamente:

- Qual o teu segredo, ancião? Praticas algum rito especial, segues algumas instruções em concreto?
- O ancião, com grande humildade, disse:
- Não fiz nada de especial, respeitáveis monges, creiam-me. Não fiz outra coisa, além de, como todo o amor e sossego, varrer pacientemente o pátio, como se, cada vez que varro o lixo, visualizasse que me libertava do meu lixo interior (o ódio, a raiva, o rancor) e que ia ficando limpo para que surgissem o amor e a compaixão.

Podem executar-se as actividades com atenção esmero e amor, ou de uma maneira imprecisa, feia e trapaceira. A atenção consiste em atender, e ao atender já uma parte de nós entra em contacto com o objecto da atenção mais plenamente e há outra qualidade de consciência e outra atitude. Até uma chávena de chá ou uma salada se podem preparar com afecto e atenção, ou sem nenhum interesse e mecanicamente. Mas se além do mais a atenção for praticada com um sentido de karma - yoga, torna-se muito transformadora.

Faz-se o melhor que se pode, sem nos deixarmos encadear pelos resultados, quer dizer, obra por amor à obra e não obcecado com os seus frutos. Faz-se com consciência, superando assim o lado mecânico. A acção mais é mais altruísta, muito mais desinteressada e livre de agitação.

Conto retirado do livro "O Livro do Amor" de Ramiro Calle


terça-feira, 3 de abril de 2012

Vida Integral versus Doenças Psicossomáticas


Vida Integral versus Doenças Psicossomáticas

 

A vida do ser humano é uma constante procura.

Desde a primeira infância procuramos respostas para tudo aquilo que não percebemos e que nos possam trazer segurança.

Após a idade dos porquês e da rebeldia, e a determinada altura, enfileiramos no sistema organizado, limitado e controlado.

A formatação é contínua, as barreiras esmagam-nos, apenas a estrada assinalada nos parece viável…

No entanto, essa condição tem data de validade, que já terminou.

Vivemos momentos transcendentais para a categorização do grau evolutivo da humanidade.

Está na hora de vivenciarmos a existência de forma integral, e não de forma parcial, como tem sido até agora.

A razão pela qual tantas pessoas vivem a vida apenas na procura, é porque nos surripiaram o painel informativo.

Aquele que nos diz que somos seres holísticos, integrais, que cada um em si mesmo é um microcosmo, cujo potencial apenas pode ser despoletado através do auto-conhecimento.

Assim, e por esse estar inconsciente, adormecido, vazam as chamadas doenças psicossomáticas, onde se enquadram a larga maioria das actuais doenças, e que a medicina define como:



Quando  a mente, por não conseguir resolver ou conviver com um determinado conflito emocional, passa a produzir mecanismos de defesa com o propósito de deslocar a dificuldade e/ou "ameaça" psíquica para o corpo. Com isso, acaba drenando, na forma de doença e seus respectivos sintomas, o facto doloroso



No entanto, é a própria medicina que ainda coloca entraves á integração da Psiquê (Alma) na conjuntura de um global estado de boa saúde.

De Hipócrates, chamado o pai da medicina, citamos:



"Homem, conhece-te a si mesmo, para poderes reconhecer o Deus que habita em ti".



E é esta, a premissa básica pela qual deve fluir o nosso caminhar, no conhecer as diversas dimensões do nosso Ser.

Somos Seres Espirituais a ocupar temporariamente um corpo físico, e nestes maravilhosos tempos de mudança, a supra consciência, (Centelha Divina) impele-nos ao despertar.

Como Fénix renascida, vamos cada um de nós, retomar os estudos que nos tragam respostas do que somos, porque aqui estamos, para onde vamos.

Nos sistemas de ensino, estas, são também condições às quais todos devem ter acesso, e direito.

 

 

Do Livro:  “Ponte De Palavras 




quinta-feira, 29 de março de 2012

"Os Poderes"


“Os Poderes”



“Uma Iniciação é um trabalho sobre si próprio, um trabalho contínuo de organização interior, de purificação, de autodomínio. Ora, o que se passa hoje em dia, este interesse cada vez maior pelas obras de ocultismo e de magia, é muito inquietante, pois não exprime a necessidade de uma verdadeira espiritualidade, mas o desejo de mergulhar num domínio desconhecido, misterioso, proibido.”

“Actualmente, fazem-se cada vez mais experiências para descobrir os poderes da mente, influenciar objectos ou seres humanos, agir à distância, captar informações secretas.”

“É sempre a natureza inferior que começa por se manifestar no homem, para o induzir a tirar proveito de todos os meios que surgem ao seu alcance. É por isso que já desapareceram várias humanidades, e a nossa também desaparecerá se o lado moral, o amor, a bondade, não se tornarem preponderantes.”

“De que serve possuir ambições espirituais se nem sequer se tem consciência das consequências próximas ou longínquas dos seus actos?
Quando os humanos começam a pressentir a existência do mundo invisível, com os seres que o habitam, e se tornam conscientes de que neles existem faculdades psíquicas que lhes permitem actuar nesse mundo, para eles é tentador experimentar.”

“Apenas os teurgos, ou seja, os seres que praticam a magia sublime: o seu trabalho é absolutamente desinteressado. Evidentemente, para se alcançar este grau de elevação tem de se ser de uma abnegação e de uma pureza excepcionais, não procurar o poder nem a glória, desejar unicamente transformar a terra para que Deus venha habitar entre os humanos.
A grandeza de um homem, a sua força, a verdadeira, está em ele nunca usar em proveito próprio os poderes que possui.”

“O discípulo de uma Escola Iniciática não deve procurar satisfazer a sua cobiça e os seus desejos inferiores, deve possuir como único ideal o trabalho na luz e pela luz, de modo a tornar-se um verdadeiro filho de Deus, um benfeitor da humanidade. “



Omraam Mikhaël Aïvanhov (1900-1986). Filósofo e Mestre Espiritual